Empreendedor incentivou a criação de negócios e investiu em startups da região amazônica

Mariano Colini Cenamo, fundador do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e CEO da Amaz Aceleradora de Impacto, morreu na última sexta-feira (10/7), aos 46 anos. A informação foi confirmada pelo instituto e a causa da morte não foi oficialmente divulgada.
Formado em Engenharia Florestal, ele se dedicou a promover a conservação da Amazônia, incentivando o empreendedorismo responsável na região. Em seu LinkedIn, Cenamo compartilhou que fundou o Idesam em 2004 por “acreditar que eram necessárias novas soluções e abordagens inovadoras para a conservação da Floresta Amazônica”.
O instituto propõe o uso sustentável dos recursos naturais e alternativas para o desenvolvimento social e a mitigação das mudanças climáticas. Ao longo dos anos, impactou mais de 5 mil pessoas e plantou 100 mil árvores na região.
Startups:
Em 2018, o instituto lançou um programa de aceleração para fortalecer negócios de impacto. Em dois anos, 30 empresas foram contempladas e 12 receberam investimento financeiro. Em 2021, o projeto amadureceu e se tornou a AMAZ, com um fundo de financiamento híbrido de R$ 25 milhões voltado a negócios da região. De acordo com o site da aceleradora, 500 startups foram avaliadas, 52 passaram por aceleração e 29 foram investidas. O portfólio contempla 16 empresas, incluindo Navegam, ForestFi, Manioca e Vivalá.
“Sua partida deixa um vazio imenso. Ao mesmo tempo, deixa uma responsabilidade igualmente grande: seguir cuidando do legado que ajudou a construir. Cada projeto, cada parceria, cada comunidade fortalecida e cada oportunidade criada para manter a floresta em pé carregam um pouco da sua visão e do seu compromisso com a Amazônia”, diz a nota do Idesam.
Nos últimos anos, Cenamo também atuou como embaixador do 100 Startups to Watch, iniciativa de PEGN que lista as startups mais inovadoras do Brasil, trazendo maior diversidade para a seleção.







