Ryan Ali começou o projeto como um negócio paralelo e, hoje, se dedica integralmente à consultoria de viagens

Ryan Ali passou 15 anos trabalhando com publicidade e marketing na área da saúde antes de mudar de carreira. Em abril de 2025, ele começou um trabalho paralelo como consultor de viagens da Fora, agência de viagens com plataforma de IA para consultores, com a meta de atingir US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões) em reservas até o fim do ano. No primeiro ano, ele chegou a US$ 1,3 milhão (aproximadamente R$ 6,6 milhões) em vendas.
De acordo com Ali, entrar no setor de viagens não fazia parte de seu plano de carreira, mas organizar viagens para amigos e familiares sempre fez parte da sua vida. “Eu era sempre a pessoa a quem recorriam para perguntas como: ‘Que viagem podemos fazer?’ ou ‘O que podemos fazer?’. Então pensei: ‘Espera aí, eu posso fazer isso como um trabalho paralelo’”, disse em entrevista ao Entrepreneur.
Com esta ideia guardada por anos, a motivação para tirar o sonho do papel veio do trabalho que exercia: pacientes em radioterapia ou quimioterapia diziam que, ao terminar o tratamento, queriam conhecer o mundo. “Eles não iam comprar um carro ou gastar uma fortuna em uma bolsa cara. Eles queriam uma experiência”, afirma.
O contato com a Fora ocorreu cerca de um ano e meio antes de Ali se tornar consultor, em um encontro em Nova York com a cofundadora Henley Vazquez. Na época, ele atuava em grandes sistemas hospitalares, em que decisões passavam por múltiplas instâncias de aprovação, e buscava um negócio próprio. “Queria algo que me colocasse no comando”, diz.
De acordo com Ali, a companhia de viagens oferecia um conjunto de ferramentas para se tornar um “consultor de um milhão de dólares em seis meses”. O modelo de negócio combina níveis de progressão e comissionamento. Ao atingir US$ 40 mil em reservas, o consultor avança de nível. A comissão, de 10% a 15%, é paga quando o cliente viaja.
“O mais difícil para mim foi substituir um salário de seis dígitos por um modelo de renda projetada”, afirma Ali. Seis meses após o início da operação, Ali já havia reservado US$ 1 milhão em viagens. A meta atual é US$ 3 milhões em reservas, com comissão de cerca de 10%, o que representaria uma renda de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão).
Segundo o consultor, a formação em marketing orientou a estratégia comercial, aplicando ao turismo a lógica de construção de confiança que conhecia da área da saúde. “Se você vai ao médico, a consulta é baseada na confiança, na emoção e em se você entende completamente aquele novo paciente. Apliquei essa mesma teoria ao turismo e ao relacionamento com clientes”, diz.
O consultor é especialista em experiências familiares, com clientes que viajam principalmente para América do Sul, Caribe e Europa. Após cada viagem, há uma chamada de vídeo para avaliar a experiência e orientar novos planejamentos.







