Felipe Fiuza capricha na criatividade na hora de desenvolver novos equipamentos a partir de material reciclável

Felipe Fiuza começou a criar instrumentos com matéria-prima de descarte, como garrafas pet, por necessidade. A criatividade para driblar a falta de equipamentos virou negócio: a Tambor de Sobra, empresa que fatura R$ 20 mil por mês com instrumentos feitos de sucata.
Os primeiros instrumentos foram feitos há cerca de 15 anos, quando ele estudava percussão erudita na Escola de Música de Brasília (DF). Os batuques já eram conhecidos desde a infância, pois seu pai foi integrante de grupos de pagode na cidade.
Entre os materiais usados estavam corrimão de ônibus, alarme de incêndio e fitas adesivas, que eram encontrados em ferros-velhos e se transformaram em instrumentos de baixo custo, o que atraiu os colegas da escola.
Atualmente, o carro-chefe da empresa é o atabalde, atabaque feito com bombona de plástico e pele de garrafa pet. O instrumento demanda menos cuidado do que o tradicional, além de ser mais leve e fácil de transportar. O produto pode ser adquirido no site da Tambor de Sobra por R$ 239, com pele fixa, e R$ 320, com pele destacável.
Segundo Fiuza, o atabalde costuma ser adquirido por percussionistas, capoeiristas, pessoas de religiões de matriz africana e escolas de música. “A criatividade veio da necessidade. Uma ideia virou empreendedorismo. É legal chegar na casa das pessoas com um instrumento com o qual cada um vai poder fazer a sua música”, afirmou em entrevista ao programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Confira na íntegra a reportagem que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Neg:
Músico transforma sucata em instrumentos e fatura R$ 20 mil por mês







