BTG Pactual lança vertical que integra pagamentos, crédito e gestão para empresas

Fonte: Redação

O BTG Pactual iniciou, nesta sexta-feira (11/9), a operação comercial do BTG Pay. A nova plataforma de pagamentos e serviços financeiros foi desenvolvida de forma integrada ao ecossistema do banco, reunindo meios de pagamento, conta corrente, crédito, gestão de recebíveis e conciliação automatizada em tempo real. A solução centraliza a rotina de vendas, recebimentos e controle de caixa corporativo em um único ambiente digital.

Sobre a proposta de integração, Rogério Stallone, sócio de crédito corporativo e co-head do BTG Pactual Empresas, destaca a proposta de valor do ecossistema. “Queremos resolver as quatro grandes dores do empreendedor: receber, pagar, conciliar e se financiar numa única experiência. O empresário não deveria precisar administrar diferentes plataformas para operar seu caixa, e o BTG Pay nasce 100% integrado ao banco para completar nosso cardápio de produtos com soluções que hoje não estão no mercado”.

A estrutura do BTG Pay apresenta três ferramentas principais para transações presenciais e digitais:

Cartão BTG Pay: Voltado para pagamentos entre empresas (B2B), opera sob um arranjo de pagamento próprio do banco. Permite que o comprador realize pagamentos à vista ou parcelados com flexibilidade de prazos e limites. Do lado do vendedor, os recursos são recebidos de forma integrada, permitindo transferir o risco de crédito da operação para a instituição financeira.

Smart POS (Maquininha): Equipamento desenvolvido com duas telas para exibir as informações da transação simultaneamente ao atendente e ao comprador. Segundo Stallone, aestrutura aumenta a transparência, acelera o atendimento em balcões e aceita todas as bandeiras nos segmentos B2C e B2B.

Link de Pagamento BTG Pay: Solução omnicanal para vendas à distância que reúne cartão, Pix, boleto, Apple Pay e Google Pay. A ferramenta inclui automações como geração de cobranças em lote, faturamento a partir de notas fiscais, cobrança recorrente e integração via API com mais de 200 softwares de gestão.

Quanto à dinâmica do cartão no mercado corporativo, Stallone detalha o modelo em relação às opções tradicionais. “Em regra geral, 99% dos cartões de crédito no mercado são B2C, conectando uma pessoa física a uma empresa. O Cartão BTG Pay traz uma estrutura B2B, de empresa para empresa, permitindo transacionar com flexibilidade de prazo, limite e geração de capital de giro sem fricção burocrática”, explica.

Foco do pequeno ao grande negócio

A plataforma foi disponibilizada para toda a base corporativa do banco, abrangendo desde pequenas e médias empresas (PMEs) até grandes corporações.

Para as PMEs, a ferramenta elimina rotinas manuais e realiza a conciliação financeira em tempo real. Já para grandes empresas, a solução substitui processos burocráticos tradicionais — como a emissão individual de boletos e o financiamento de cadeias de fornecedores via risco sacado — por operações digitais automatizadas.

Gabriel Motomura, co-head do BTG Pactual Empresas, ressalta o impacto das ferramentas para o mercado corporativo: “Expandimos o mesmo nível de conveniência, segurança e transparência que o varejo já possui para as empresas em geral. O BTG Pay fará a ponte entre vendas e compras de insumos, numa mesma experiência e suprindo capital de giro quando necessário”.

Divisão de receitas com o split de pagamentos

A plataforma ainda conta com a funcionalidade de split de pagamentos. O recurso realiza a divisão automática do valor de uma venda entre múltiplos participantes no exato instante em que a transação ocorre.

A tecnologia atende estabelecimentos que compartilham receitas com prestadores de serviço — como restaurantes e salões — e prepara as empresas para as exigências da Reforma Tributária, na qual o recolhimento de impostos federais, estaduais e municipais passará a ser efetuado no momento da transação.

“Para as pequenas e médias empresas, ter uma solução totalmente digital é essencial. A partir do momento em que criamos uma alternativa mais simples de usar e que reduz o trabalho operacional, a aceitação ocorre naturalmente, pois é difícil lutar contra a eficiência”, ressalta Motomura.

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