
Como você acompanhou aqui no Money Times, o agronegócio não terá sossego com o clima neste ano. O fim do El Niño, previsto para março, será seguido pela chegada do La Niña em junho de 2024.
O La Niña é um fenômeno caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial, o oposto do que ocorre com o El Niño.
Os produtores rurais não são os únicos que podem ficar atordoados com eventos climáticos tão opostos no mesmo ano. Os investidores também. Por isso, o Santander destacou as ações que devem sofrer com os fenômenos climáticos em seu relatório de perspectivas para 2024.
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Segundo a instituição, historicamente, o La Niña se mostra ainda mais desafiador para o mercado de ações, do que o El Niño.
As ações que devem sofrer com o El Niño e La Niña
Com base na cobertura do Santander, o Banco do Brasil (BBAS3) , maior cliente da BB Seguridade, não deve sofrer com os fenômenos climáticos.
Por outro lado, o aumento da probabilidade do La Niña, no segundo semestre, gera uma preocupação adicional e maiores consequências negativas para IRB (IRBR3) e a BB Seguridade (BBSE3).
Entre as ações que podem sofrer com o clima em 2024, o Santander destaca:
- Maior impacto para IRB (IRBR3): Os resultados no passado foram severamente afetados pelo La Niña. Como resultado, mesmo que o IRB escape ileso do El Niño, o Santander acredita que a ação poderá ser afetada negativamente em 2024, se o La Niña realmente se materializar.
- Impacto médio para BB Seguridade (BBSE3): Além de se beneficiar da diversificação geográfica, a empresa possui 80% de cobertura de resseguro para áreas rurais seguro. Além disso, o Santander acredita que qualquer impacto potencial será observado apenas nas safras de 2024.
- Baixo impacto para Banco do Brasil (BBAS3): Uma grande parte dos clientes rurais do banco tem seguro e, portanto, estão amplamente protegidos contra os efeitos dos eventos climáticos. O Santander incluiu o Banco do Brasil nesta análise, por ser o principal cliente da BB Seguridade, e qualquer grande impacto negativo do clima adverso pode alterar os termos de preços com a sua seguradora.
Repórter no Agro Times
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Agro Times desde março de 2023. Antes do Money Times, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Agro Times desde março de 2023. Antes do Money Times, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.







