Marca de Elisa Zarzur, esposa de Alexandre Negrão, ex de Marina Ruy Barbosa, foi lançada em setembro com o objetivo de ser uma opção de refeição saudável

Quando uma pessoa pública investe em um negócio, sobretudo no setor alimentício, o burburinho é instantâneo. Nesse caso, o novo empreendimento de Elisa Zarzur não só vem dando o que falar nas redes sociais, como também tem dividido opiniões. Neta do empresário do setor imobiliário Waldomiro Zarzur, a jovem de 27 anos se casou em julho deste ano com Alexandre Negrão, ex-marido de Marina Ruy Barbosa, e lançou, em setembro, sua primeira marca de delivery, focada em wellness e alimentação saudável.
A Ezy Greens, parceria entre a influenciadora digital e sua sócia, a empreendedora Daniela Brito Coelho Camargo, nasceu com o objetivo de proporcionar refeições saudáveis aos consumidores, com alimentos frescos e selecionados. Com quatro saladas disponíveis no cardápio, cada uma combina uma proteína, folhas e sementes, além de ter a tabela nutricional exposta nos potes plásticos translúcidos que servem de embalagem.
PEGN entrou em contato com a Ezy Greens, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.
A polêmica em torno dos produtos, nesse caso, é o preço. A salada mais barata do cardápio, a Pure, uma opção vegetariana que leva muçarela de búfala, tomate, batata-doce, sementes de abóbora, pepino, picles de cebola roxa e folhas, custa R$ 69. A mais cara, a Bold, que vem com filé-mignon, mix de grãos, batata-doce, tomate, palmito e folhas, é vendida a R$ 84. Com a taxa de entrega, internautas apontam que o pedido de uma única salada pode chegar a R$ 90, mesmo para quem está perto da loja, como foi o caso da influenciadora Marcela Morgon.
Segundo ela, a salada é muito saudável e quem está acostumado com molhos e pratos mais gordurosos provavelmente não vai gostar das opções da Ezy Greens. “Eu só pediria de novo se estivesse extremamente preocupada em ter uma alimentação saudável e balanceada”, afirmou.
Nos comentários, internautas demonstraram choque com o preço dos produtos e questionaram: “Que mundo a gente está vivendo?”. Um usuário chegou a elogiar a proposta da marca e reconheceu que “o custo deve ser alto porque são ingredientes frescos e precisam de cadeia de frio”.
Ainda assim, ele afirmou que deveria haver uma maneira de reduzir o custo, porque “R$ 90 por uma salada é alto demais”. “Para comer todos os dias no escritório, por exemplo, que seria uma ótima pedida, tinha que sair no máximo R$ 50”, comentou.
Rômulo Marcato, influenciador gastronômico que faz avaliações de restaurantes, pediu a salada Bold e, além de afirmar que o hype em torno do produto se deve ao preço, questionou o valor cobrado. Para ele, nenhum dos ingredientes justifica o custo elevado. “Nem mesmo o mignon, porque nem é tanta carne assim”, afirmou.
Nos comentários do vídeo, uma usuária disse que as pessoas de São Paulo devem ser “masoquistas” por pagar “R$ 17 de frete, R$ 80 pela salada e esperar 1 hora pela entrega”. Outra brincou que o ingrediente mais caro seria a embalagem e sugeriu que o influenciador mudasse sua perspectiva: “Você comprou um pote e ganhou uma salada”.
O casal de influenciadores Bia e Rafa, que também faz avaliações gastronômicas, provou a Clean, de salmão. Embora tenham considerado a salada saborosa, ressaltaram que o preço não faz sentido. “Nenhum ingrediente é caríssimo, esse preço é demais”, afirmaram.
Nos comentários, uma internauta declarou que “nada justifica R$ 90 em uma salada!”, enquanto outra listou ingredientes que, em sua opinião, estavam faltando no prato: “Cadê os croutons? Queijo minas? Pimenta calabresa? Ervilha wasabi? Orégano? Passas?”






