Clientes que chegam por indicação de IA têm 8 vezes mais chances de comprar, aponta estudo da NP Digital

Fonte: Redação

Visitantes encaminhados por ferramentas de IA apresentam taxa de conversão de 5,97%, ante 0,72% do tráfego tradicional; no Brasil, 64,7% dos internautas já utilizaram aplicativos de inteligência artificial nos últimos seis meses

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação — Foto: PressWorks

A inteligência artificial generativa transformou a maneira como consumidores descobrem marcas, pesquisam soluções e tomam decisões de compra. Para as empresas, o desafio vai além de conquistar visibilidade em ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity: é entender como essas plataformas identificam e recomendam marcas e, principalmente, como transformar essa presença em oportunidades de negócio, conversões e receita.

Nesse cenário, o GEO (Generative Engine Optimization) ganha relevância ao complementar as estratégias tradicionais de SEO e ajudar as empresas a fortalecer sua presença nas respostas geradas por inteligência artificial.

Dados da agência global de marketing digital NP Digital mostram que visitantes encaminhados por ferramentas de inteligência artificial apresentaram taxa de conversão de 5,97%, ante 0,72% do tráfego tradicional, em uma análise de mais de 40 campanhas B2B e B2C. O estudo também identificou a receita por visitante de US$ 18,04 no tráfego de IA, comparada a US$ 2,56 no tráfego tradicional.

Os resultados apontam uma oportunidade para empresas que buscam compreender o potencial comercial dos ambientes generativos. Embora os indicadores sejam provenientes de campanhas globais e não representem médias específicas do Brasil, eles ajudam a dimensionar o impacto que esses canais podem ter nos resultados de marketing.

Nesse cenário, o GEO (Generative Engine Optimization) ganha espaço como uma abordagem complementar ao SEO tradicional, voltada a ampliar a presença de marcas, produtos e serviços nas respostas produzidas por sistemas de inteligência artificial.

O que faz uma empresa ser recomendada pela inteligência artificial?

Para entender o que influencia as recomendações feitas pelas ferramentas de inteligência artificial, a NP Digital avaliou globalmente 82 fatores potencialmente relacionados às respostas do ChatGPT.

Entre os elementos analisados, a relevância das informações apareceu com a maior pontuação (0,91), seguida pelas menções à marca (0,87). Avaliações de consumidores registraram 0,61, enquanto autoridade alcançou 0,52.

Na prática, os resultados reforçam que não basta uma empresa ter um bom site ou investir em publicidade. É importante construir uma presença digital consistente, com informações claras sobre seus produtos e serviços, conteúdos que respondam às dúvidas dos consumidores, avaliações e referências em fontes confiáveis.

Brasileiros já incorporaram a inteligência artificial à rotina

No Brasil, o avanço dessas ferramentas também aparece no comportamento dos consumidores. Segundo levantamento IA.BR 2026, da ferramenta TGI, do grupo Kantar, 64,7% dos internautas brasileiros utilizaram algum aplicativo de inteligência artificial nos seis meses anteriores à pesquisa. Entre esses usuários, 66,4% afirmam utilizar as ferramentas diariamente.

O levantamento também aponta um desafio para as empresas: 81% dos internautas brasileiros não consideram a inteligência artificial uma fonte totalmente confiável de informação.

O cenário mostra que, embora a IA já faça parte da rotina de pesquisa e descoberta de produtos e serviços, a credibilidade continua sendo fundamental. Para as empresas, isso significa que aparecer nas recomendações precisa vir acompanhado de informações precisas, transparentes e consistentes.

Da recomendação à venda: como a IA pode encurtar a jornada de compra

Além de apresentar taxas de conversão superiores, os visitantes encaminhados por ferramentas de inteligência artificial também demonstraram uma jornada de compra mais curta nas campanhas analisadas pela NP Digital.

O tempo médio até a conversão foi de três dias para visitantes provenientes de IA, enquanto no tráfego tradicional chegou a oito dias.

Para as empresas, essa diferença chama a atenção para o potencial comercial desses novos canais. Quando um consumidor chega a um site depois de consultar uma ferramenta de IA, ele pode já ter passado por etapas de descoberta, pesquisa e comparação de alternativas dentro da própria plataforma.

Isso não significa que todo visitante vindo de IA esteja necessariamente mais próximo da compra, nem que a ferramenta seja responsável isoladamente pela conversão. Os resultados variam conforme o segmento, a oferta e a experiência oferecida pela empresa.

Ainda assim, os indicadores mostram por que vale a pena acompanhar esse canal não apenas pelo volume de acessos, mas também pela qualidade do tráfego, geração de leads, conversões e receita.

“Sua marca pode investir milhões em marketing, mas, se a inteligência artificial não a recomenda, quem está conquistando seus próximos clientes? As empresas precisam entender que a decisão de compra começa cada vez mais em ambientes de IA. Estar presente nessas recomendações significa disputar a atenção de consumidores que já estão pesquisando soluções e comparando alternativas. Por isso, construir relevância e credibilidade nesses ambientes deixou de ser apenas uma questão de visibilidade e passou a representar uma oportunidade de negócio”, afirma Marcella Merigo, Diretora de SEO, na NP Digital.

O que as empresas podem fazer para aparecer nas recomendações de IA?

Embora não exista uma fórmula que garanta a recomendação de uma marca pelas ferramentas de inteligência artificial, algumas práticas podem ajudar as empresas a construir uma presença digital mais consistente:

  • Produzir conteúdos que respondam às dúvidas dos clientes: criar páginas e materiais que expliquem produtos, serviços, preços, diferenciais e soluções para problemas reais do público.
  • Manter informações atualizadas e consistentes: garantir que dados institucionais, descrições de produtos, contatos e informações comerciais estejam corretos nos diferentes canais digitais.
  • Fortalecer a reputação da marca: estimular avaliações legítimas de clientes e ampliar a presença em fontes externas confiáveis, que ajudem a contextualizar a atuação da empresa.
  • Investir na qualidade do próprio site: organizar as informações, facilitar a navegação e garantir que os conteúdos possam ser encontrados e compreendidos pelos mecanismos de busca e sistemas de IA.
  • Monitorar os resultados: acompanhar quando a marca aparece nas respostas de IA e avaliar o tráfego gerado, a qualidade dos visitantes, os leads e as conversões.

Mais do que buscar aparições pontuais, o objetivo é construir uma presença digital que permita às ferramentas compreender o que a empresa oferece e em quais situações seus produtos ou serviços são relevantes para os consumidores.

GEO como parte da evolução do marketing digital

A inteligência artificial generativa amplia os caminhos pelos quais consumidores descobrem e escolhem empresas. Para os negócios, compreender como essas ferramentas apresentam marcas e produtos será cada vez mais importante para disputar espaço em um ambiente de consumo em transformação.

Os dados da NP Digital mostram que o tráfego encaminhado por IA pode apresentar diferenças expressivas em conversão, receita por visitante e tempo até a compra. Embora os resultados não representem uma garantia de desempenho para todas as empresas, eles reforçam a importância de acompanhar esse novo canal e entender sua contribuição para os resultados comerciais.

Mais do que acompanhar uma tendência tecnológica, o desafio das empresas será transformar presença nas recomendações de inteligência artificial em confiança, oportunidades e novos clientes.

Mais recente Próxima Da assistência hospitalar à gestão de clínica própria: médica constrói trajetória voltada à saúde e ao empreendedorismo em Minas Gerais

PressWorks conteúdo de responsabilidade do anunciante

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Telegram
+ Relacionadas