Reclamação viral de Bruno Gagliasso sobre McDonald

Fonte: Redação

Ator classificou a própria atitude como “impulsiva e imatura” após repercussão negativa e vídeos de pequenos negócios ironizando o episódio


Posts dos usuários repercutindo o episódio (esquerda e direita) e post de Bruno Gagliasso no centro
Posts dos usuários repercutindo o episódio (esquerda e direita) e post de Bruno Gagliasso no centro — Foto: Reprodução/TikTok/Instagram

A reclamação feita por Bruno Gagliasso sobre o fechamento de uma unidade do McDonald’s 10 minutos antes do horário ganhou novos desdobramentos nas redes sociais e acabou inspirando uma série de vídeos bem-humorados publicados por pequenos restaurantes e lanchonetes. Após a repercussão negativa do caso, o ator reconheceu que errou ao expor a situação.

Tudo começou quando Gagliasso publicou um vídeo afirmando que uma unidade da rede havia encerrado o atendimento às 22h50, apesar de informar, na porta do estabelecimento, funcionamento até às 23h. Na postagem, o ator marcou o perfil do McDonald’s Brasil para relatar a situação.

A publicação rapidamente repercutiu e dividiu opiniões. No X, um post do usuário @eduromanholi, compartilhado em 4 de agosto, ultrapassou 4,6 milhões de visualizações ao repercutir o episódio. Nos comentários, internautas classificaram a reação do ator como exagerada, dizendo que ele estaria “fora da realidade” e relacionando a situação ao fato de nunca ter utilizado transporte público.

Diante da repercussão, Gagliasso comentou o caso em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, na última quinta-feira (6/8). O ator afirmou que agiu de forma precipitada ao transformar uma frustração cotidiana em uma discussão pública.

“A gente vive um momento em que todo mundo quer ter razão. Eu prefiro aprender quando erro. E fica o aprendizado: se eu quiser um Big Mac, chego mais cedo”, declarou. Ele também classificou sua postura como “impulsiva e imatura”.

Enquanto o debate tomava conta das redes, pequenos estabelecimentos aproveitaram o episódio para produzir conteúdos de humor. Um dos vídeos mostra uma encenação entre uma atendente e um cliente fictício que reclama do encerramento do expediente dizendo: “Eles não querem saber de trabalhar”. Publicado por @vulgomirellyoficial, o vídeo soma 299,4 mil visualizações.

No vídeo, publicado por @ezequieldionisio, ele aparece limpando o salão da loja enquanto uma legenda questiona se o ator entende que “atrás do uniforme tem um ser humano e não uma máquina”, destacando a rotina de quem trabalha no fechamento do estabelecimento. O conteúdo acumula 4,1 milhões de visualizações no TikTok.

Também entrou na brincadeira a lanchonete Beto Salgados, de São Bernardo do Campo (SP), que publicou uma gravação de uma funcionária organizando o local ao fim do expediente. A legenda dizia: “Quando você consegue encerrar 10 minutos mais cedo de um dia cansativo e o último cliente é o Bruno Gagliasso”. O post soma mais de 69 mil visualizações.

O que diz a lei

Especialistas em direito do consumidor ouvidos por PEGN explicam que o horário de funcionamento informado pelo estabelecimento integra a oferta feita ao consumidor. Segundo a advogada Silvana Campos, o cliente tem direito a ser atendido durante todo o período divulgado pelo comerciante. Assim, negar o atendimento antes do horário anunciado pode caracterizar descumprimento de oferta.

Rodrigo Capanema, coordenador de Direito do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), afirma que o estabelecimento tem autonomia para definir seu horário de funcionamento, mas deve garantir atendimento a qualquer consumidor que chegue antes do encerramento oficial. De acordo com ele, adotar estratégias para afastar clientes nos minutos finais do expediente — como aumentar o volume do som ou oferecer tratamento descortês — pode configurar prática abusiva à luz do Código de Defesa do Consumidor.

Por outro lado, o especialista ressalta que o comerciante pode estabelecer regras para limitar a entrada de novos clientes próximo ao fechamento, desde que essa informação seja comunicada de forma clara e ostensiva, evitando surpreender o consumidor. Caso se sinta prejudicado, o cliente pode registrar reclamações nos órgãos de defesa do consumidor ou recorrer à Justiça, especialmente se houver comprovação de constrangimento ou humilhação.

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