PopCorn Gourmet avança para B2B de olho em confeiteiros, licenciamento e revenda

Fonte: Redação

O Grupo PopCorn Gourmet quer levar a produção de sua fábrica para além das lojas da rede. Para aproveitar a capacidade ociosa da indústria e atender confeiteiros, revendedores e pequenos empreendedores, a empresa se prepara para lançar a Pop Clube, marca voltada ao mercado B2B. A expectativa é que a nova operação acrescente cerca de R$ 500 mil ao faturamento mensal do grupo.

Segundo Elaine Moura, fundadora e CEO do Grupo PopCorn Gourmet, o novo negócio acompanha um movimento de viralização da pipoca no Brasil, incluindo formatos de consumo que não são contemplados pela atual operação da rede.

“A PopCorn Gourmet foi criada para atender o mercado de franquias, com operação de varejo e um produto muito premium, focado no público A e B. Vimos uma fatia muito interessante do mercado com confeiteiras que estão fazendo pipocas carameladas e vendendo em baldes ou outras versões com muita indulgência e mais baratas”, diz Moura.

O movimento acompanha uma expansão do mercado de pipoca. De acordo com a consultoria Mordor Intelligence, o setor deve crescer de US$ 9,78 bilhões em 2025 para US$ 18,24 bilhões em 2031. Entre os fatores apontados para esse avanço estão a “premiumização” dos produtos e a diversificação das ocasiões de consumo, tendências que a PopCorn Gourmet busca capturar com a nova operação voltada a confeiteiros e revendedores.

De acordo com a executiva, a oportunidade começou a aparecer em suas próprias redes sociais, com mensagens de empreendedoras pedindo opções de produto para revenda.

“Eu também produzo conteúdo para as redes e, sempre que abria lives, falando de negócios e dando dicas para quem já empreende, o maior volume de pessoas que entravam nas lives eram confeiteiras. Vi que eu tinha um lead muito grande, que não era qualificado para minha franquia, mas que poderia ser uma possibilidade de mercado”, afirma.

Focada em atender o mercado B2B, a Pop Clube vai aproveitar a estrutura de produção já existente no grupo. A empresa conta com uma fábrica própria em Goiânia (GO) que, atualmente, opera abaixo da capacidade total de produção, segundo Moura. De acordo com a empreendedora, a expectativa é chegar a até 20 toneladas de produtos produzidos pela Pop Clube por mês.

As vendas serão realizadas via e-commerce, com entrega para todo o país. O pedido mínimo é de seis quilos, a R$ 69,90 por quilo; compras a partir de 12 quilos têm frete gratuito. A linha inicial inclui quatro sabores: caramelo, caramelo com Ninho, caramelo com chocolate e caramelo com cookie. As embalagens metalizadas, de acordo com a empresa, mantêm a validade do produto por até quatro meses.

Embalagem dos produtos da Pop Clube — Foto: Divulgação
Embalagem dos produtos da Pop Clube — Foto: Divulgação

De acordo com Moura, os sabores foram escolhidos de modo a priorizar versões que permitam margem para a revenda. “Todos esses produtos são à base de caramelo, o que gasta cerca de 30% do tempo para produzir na comparação com pipocas banhadas no chocolate, por exemplo. Então, o processo é mais rápido, os insumos são mais baratos e, com a escala, se torna mais acessível ainda”, diz a empreendedora, que ressalta que a empresa mantém o mesmo milho e a mesma qualidade dos ingredientes utilizados nas outras pipocas da rede.

Para quem vai comercializar o produto, a empresa oferece dois caminhos: a revenda com a marca do próprio empreendedor ou o modelo de licenciamento. Na segunda opção, o empreendedor pode explorar a identidade comercial já estruturada, com taxa anual de R$ 5 mil. A empresa espera chegar a 20 licenciados até o fim do ano. O licenciamento não prevê exclusividade territorial.

O projeto levou cerca de quatro meses para ser desenvolvido e recebeu investimento de aproximadamente R$ 50 mil, destinado principalmente à identidade visual e às embalagens, segundo Moura. O lançamento oficial para o mercado está previsto para o dia 15 de outubro, na convenção da empresa.

Além da pipoca pronta, a companhia pretende ampliar o portfólio com insumos, mesclas, temperos, milhos especiais e embalagens. Por enquanto, a empresa já oferece materiais de apoio, incluindo vídeos e guias para montagem dos produtos, além de referências de precificação e estimativas de lucro.

Franquias:

Sem canibalizar

A Pop Clube foi desenhada para atender um novo segmento sem competir com outras marcas do grupo. Moura ressalta que a PopCorn Gourmet mantém o foco em lojas e quiosques, com produtos premium; a Pop Clube mira confeiteiros, revendedores e empreendedores que querem comercializar pipoca a preços mais acessíveis ou usá-la como ingrediente. Segundo a fundadora, a empresa conta com um tíquete médio de R$ 38 a R$ 42 para a marca principal, enquanto estima um tíquete de cerca de R$ 15 para a nova operação.

“Todo o nosso olhar foi para entender como lançar uma segunda marca que não impactasse o nosso negócio”, diz a empreendedora, que afirma que os franqueados receberam a notícia da nova marca de forma positiva. “Explicamos que não estamos inventando esse mercado de pipocas com caldas em feiras, lojas e no delivery. Ele já existe. Ou surfávamos para conseguir ter clientes nesse mercado também, ou ficaríamos vendo esse movimento passar sem usufruir dele”, diz.

Moura também indica que a separação entre as marcas deve orientar a escolha dos pontos de venda. Neste primeiro momento, a empresa não pretende instalar operações da Pop Clube nos locais onde já há unidades da PopCorn Gourmet. O objetivo é que a nova marca possa explorar canais e espaços diferentes, como supermercados, estações de transporte e feiras.

Os franqueados da rede também poderão participar da iniciativa, mas a adesão é opcional. Entre as possibilidades para os franqueados estão a atuação como afiliados, indicando os produtos por meio de cupons, ou a inclusão da linha em uma operação paralela de delivery.

Atualmente, a rede soma 52 unidades, sendo três PopCoffee, modelo de cafeteria, e as demais da PopCorn Gourmet, de pipocas. Em 2025, o grupo faturou R$ 25 milhões. Em 2026, a projeção é alcançar R$ 28 milhões.

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