Este hospital não atende pessoas e fatura R$ 1,5 milhão por ano

Fonte: Redação

Hospital de quase 90 anos em São Paulo fatura R$ 1,5 milhão ao ano ‘cuidando’ de brinquedos

Negócio, que começou como uma oficina de conserto, é gerenciado pela família Capelo há quatro gerações. Hoje, opera com 35 funcionários especializados no conserto de brinquedos específicos


Sem pacientes humanos: Hospital de Brinquedos transforma assistência técina em experiência lúdica que fatura R$ 1,5 milhões ao ano
Sem pacientes humanos: Hospital de Brinquedos transforma assistência técina em experiência lúdica que fatura R$ 1,5 milhões ao ano — Foto: Pequenas Empresas & Grandes Negócios/Globoplay

Com paredes brancas, triagem com análise do quadro clínico e centro cirúrgico em que só podem entrar profissionais autorizados, um hospital pitoresco na Zona Leste de São Paulo pode até parecer um espaço de saúde comum. No entanto, atrás das portas brancas com cruzes vermelhas, símbolo do cuidado à saúde, ele esconde uma assistência técnica especializada que cuida e restaura brinquedos.

O Hospital de Brinquedos, com sede localizada no bairro da Penha, foi fundado em 1937 como uma oficina de consertos gerais, o famoso “faz tudo”. Com o passar dos anos, a assistência técnica focou cada vez mais no cuidado com ursos, bonecas, carrinhos e outros brinquedos, até se tornar o hospital que é hoje.

Ao longo dos quase 90 anos de história, o empreendimento assumiu a estética de hospital e expandiu seu negócio para outras duas filiais: uma no bairro Brooklin, na capital paulista, e outra em São Caetano do Sul, na Região Metropolitana.

Apesar do crescimento, a empresa ainda é familiar, comandada há quatro gerações pela família Capelo. Leandro Filho Capelo, atual gestor do Hospital, credita o pai, Leandro Capelo, como o responsável por transformar uma pequena porta de consertos em uma assistência de brinquedos, trazendo um lado mais lúdico para os negócios”.

Apesar da magia e da leveza em trabalhar com brinquedos, o Hospital de Brinquedos cria um ambiente o mais factível possível para garantir que a criança se sinta em um ambulatório real, entregando seu bem mais precioso para ser cuidado por mãos hábeis. Por trás das cortinas, no entanto, Leandro Filho explica que o funcionamento é o de “uma assistência técnica comum”, que opera com 35 funcionários divididos em grupos especializados em auxílios a cada tipo de objeto.

Além da dificuldade de organizar esses times específicos, o empreendedor detalha a complexidade de consertar tanto brinquedos atuais, quanto antigos, de até 100 anos atrás. Mesmo assim, o processo é o mesmo: os profissionais recebem o paciente, analisam qual o problema com ele, quanto custará a compra de novas peças, qual a mão de obra necessária para o procedimento e quanto tempo vai demorar. Só depois dessa análise detalhada que o Hospital passa o orçamento ao cliente.

“Sempre tentamos trazer um valor que as pessoas consigam recuperar os seus brinquedos. É um pouco também da nossa missão tentar viabilizar isso”, diz o gestor. Em média, o conserto dos brinquedos sai em torno de R$ 200, o que leva o Hospital a um faturamento anual de cerca de R$ 1,5 milhão.

E não são só as crianças e seus pais que frequentam o Hospital de Brinquedos: Leandro Filho conta que muitos adultos procuram o espaço para recuperar e restaurar aquele brinquedo especial da infância que ainda mantém a magia desse período viva. O empreendedor sabe que, independente da idade, o brinquedo carrega histórias importantes que muitas pessoas desconhecem, e, por isso, o trabalho no Hospital ganha outro significado: o de preservar memórias.

Veja a reportagem completa, que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Globo:

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