Ao ouvir uma música em um show, amigas tiveram ideia de negócio que hoje fatura R$ 237 mil

Fonte: Redação

Paula Bueno e Mary Saldanha abriram o Polca, estúdio que transforma a fauna e a flora do Pantanal e do Cerrado em estampas autorais

Paula Bueno e Mary Saldanha, designers e fundadoras do estúdio autoral Polca
Paula Bueno e Mary Saldanha, designers e fundadoras do estúdio autoral Polca — Foto: Pequenas Empresas & Grandes Negócios/Globoplay

Paula Bueno e Mary Saldanha se conheceram na faculdade e seguiram acompanhando uma à outra na caminhada profissional. Mas, a inspiracao para empreender veio durante um show, mais especificamente durante a música “É Necessário”, do cantor sul-mato-grossense Geraldo Espíndola.

Durante os versos que cantam sobre se preparar para o seu amor e arrumar a cama, Saldanha passou a imaginar a letra estampada em uma roupa de cama, enquanto Bueno, instigada pela criatividade, passou a imaginar a música como fonte de inspiracao para todo um jogo de quarto.

Desse show, elas saíram com as primeiras ideias que fariam parte da primeira coleção da Polca, o estúdio de design autoral que elas gerem em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Além da canção, os desenhos e grafismos criados pelas designers e impressos no tecido por meio de técnicas como a serigrafia são inspirados na fauna e na flora do Pantanal e do Cerrado, bem como na cultura do Centro-Oeste.

Para abrir a marca, em 2019, Bueno e Saldanha contaram com um edital de economia criativa local, voltado para empreendimentos com tecido, costura e impressão, que garantiu a elas os R$ 20 mil iniciais. O espaço da Polca elas já tinham, bem como as artes e as ideias a serem transformadas em peças.

“A gente nunca tem uma peça igual a outra, e isso humaniza o processo, é diferente de uma impressão digital”, afirma Saldanha. A designer detalha que todo o processo dentro do estúdio é manual e que, da primeira ideia até o produto estar pronto, são três meses de produção.

Além do tempo, a cada oito coleções que variam entre roupa de cama, roupas, toalhas de mesa, panos de pratos e guardanapos, são necessárias cerca de 50 telas de serigrafia. Com um tíquete médio de R$ 150 a R$ 200, o estúdio hoje tem um faturamento anual de R$ 237 mil.

Os designs são passados para o tecido manualmente por meio da técnica de serigrafia — Foto: Pequenas Empresas & Grandes Negócios/Globoplay
Os designs são passados para o tecido manualmente por meio da técnica de serigrafia — Foto: Pequenas Empresas & Grandes Negócios/Globoplay

Entre peças com desenhos das aves do Pantanal ou das ervas do Cerrado, Saldanha diz que cada coleção nasce “de uma experiência nossa, de algum movimento, alguma paisagem, alguma viagem”.

De uma viagem para a Serra do Amolar, localizada na divisa entre o Mato Grosso e o Mato Grosso Sul, por exemplo, surgiu a coleção Amo. “Foi inspirada nessa viagem que a gente fez até o extremo mais distante do estado, e esse trajeto de ir até lá foi trazendo emoção, povoando nosso imaginário”, conta Bueno.

Embora, na experiência das designers, empreender exija paciência, persistência e teimosia, elas não planejam deixar o ramo de lado. O próximo passo da Polca é ampliar o estúdio para um galpão maior, sem perder o trabalho e o cuidado do artesanal.

Confira a seguir a reportagem completa exibida no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Globo:

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