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Em evento, Campos Neto comemora Plano Real e demonstra preocupação com chuvas no RS; confira – Money Times

Fonte: Giovanna Castro
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Atual presidente do Banco Central, Campos Neto afirmou que a autarquia tem orgulho do papel desempenhado no Plano Real (REUTERS/Adriano Machado)

Durante a II Conferência Anual do Banco Central (BC) do Brasil, Roberto Campos Neto, presidente da autarquia, considerou o Plano Real, que comemora 30 anos em 2024, um marco histórico e sucesso na história econômica do Brasil.

O evento contou com outros nomes do BC, como Pedro Malan, Pérsio Arida, Gustavo Franco e Gustavo Loyola.

O plano colocou em circulação a moeda conhecida por brasileiros até hoje, o real, após os projetos Cruzado, Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2 tentarem combater um problema que afetava intensamente o Brasil: a hiperinflação que à época fazia com que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) atingisse a casa dos 2000%.

“O Plano Real foi um marco histórico e um sucesso na história econômica do Brasil, permitindo controlar a inflação depois de décadas de descontrole inflacionário, contribuindo para o desenvolvimento econômico e amadurecimento institucional do Brasil”, afirmou o presidente.

Ele complementou que o Banco Central se orgulha de ter tido um papel fundamental para o sucesso do Plano e para os ganhos que se seguiram após a implementação do mesmo.

Para Campos Neto, o cenário anterior era de inflação alta e baixo crescimento econômico, com planos fracassados anteriores ao Plano Real.

“A estabilidade proporcionada pelo Plano Real contribuiu para a redução da inflação e um ambiente mais previsível e seguro para investimentos, com mais confiança nas transações com moeda nacional e no sistema financeiro nacional”, complementou.

  • 30 anos do Plano Real: o Money Times entrevistou Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, fundador e sócio da Rio Bravo Investimentos, um dos economistas mais reconhecidos do Brasil e que ajudou a formular o plano. Confira:

Além de Plano Real, crise no RS está no radar do BC

Ele também pontuou que o tema da sustentabilidade e modelos climáticos ganhou mais importância após a pandemia da Covid-19, com a sociedade exigindo cada vez mais que a economia seja sustentável e inclusiva.

Campos Neto reiterou sua solidariedade à população do Rio Grande do Sul. Anteriormente, em entrevista ao Estadão, ele afirmou que espera que os eventos climáticos sirvam de alarme e que o fator climático tem influência na missão do Banco Central de garantir estabilidade de preços e do sistema financeiro.

“Temos bancos que dependem muito daquela região e do que acontece com os preços: a questão do arroz, será que a logística será muito afetada? Esse assunto precisa estar no centro da agenda”, afirmou em entrevista ao jornal.

“Na opinião do BC, este é um tema que precisa de uma atenção maior”, complementou.

As enchentes já deixaram 154 mortos e 2.295.022 afetados, segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, com efeitos à população e às economias local e nacional.

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