Fundada em Curitiba por Leonardo Alvarez, a 33Robotics atende 12 clientes

Ser servido por um robô ou ter a mesa recolhida por uma máquina já é realidade em alguns estabelecimentos brasileiros. Mas o principal mercado da 33Robotics está na indústria. Fundada pelo uruguaio Leonardo Alvarez, radicado no Brasil, a empresa desenvolve robôs autônomos para movimentação de materiais em fábricas e registrou faturamento médio de R$ 200 mil por mês.
A companhia nasceu em Curitiba (PR) com investimento inicial de R$ 400 mil. Hoje, conta com seis funcionários, atende 12 clientes e oferece seis modelos de robôs voltados para diferentes aplicações. Os equipamentos circulam de forma autônoma pelos ambientes, transportando materiais entre setores e ajudando a automatizar operações internas.
Segundo Victor de Oliveira, engenheiro mecânico, a proposta é aumentar a produtividade das fábricas ao assumir tarefas repetitivas de movimentação, permitindo que os colaboradores se dediquem a atividades de maior valor agregado.
Os robôs são produzidos em lotes, com capacidade mensal entre cinco e dez unidades. Parte da fabricação é destinada aos pedidos já contratados e parte fica disponível para pronta entrega. Após a produção, cada equipamento recebe uma programação personalizada de acordo com a operação do cliente.
Para navegar pelos ambientes, os robôs utilizam câmeras, sensores a laser e sensores ultrassônicos, que auxiliam na localização e na identificação de obstáculos, contribuindo para a segurança de pessoas que trabalham próximas às máquinas.
Os equipamentos são vendidos a partir de R$ 70 mil. Já os contratos de locação custam a partir de R$ 4 mil por mês, além do serviço de implantação. De acordo com o fundador, o valor mensal de um robô equivale ao custo de um funcionário em um turno de trabalho, o que torna a solução mais vantajosa para indústrias que operam em dois ou mais turnos. O tiquete médio gira em torno de R$ 100 mil.
Além do setor industrial, a empresa vê oportunidades de crescimento em áreas como hospitais, hotéis e restaurantes. “O robô se torna uma solução para indústrias, hospitais, restaurantes e hotéis, nichos que ainda devem passar por uma ampla adoção da robótica”, afirma Alvarez.
Confira a seguir a reportagem completa exibida no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Globo:
Uruguaio cria robôs industriais no Brasil e fatura R$ 200 mil por mês







