Desde o início de setembro, os clientes que procuram esmaltação em gel em países da União Europeia estão tendo outra experiência. O bloco proibiu um ingrediente químico essencial para que os esmaltes durem mais tempo nas unhas, o óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina (TPO). No Brasil, uso ainda é permitido.
A substância é um composto que absorve luz e, nesse processo, se endurece rapidamente – desta forma, o esmalte dura mais tempo nas unhas do que a manicure com produtos tradicionais. É por isso que após a esmaltação em gel, as mãos e pés costumam ser colocados em cabines para receber um banho de luz UV ou LED.
De acordo com o New York Times, a Comissão Europeia fez uma alteração em sua regulamentação em 12 de maio, citando que o TPO é tóxico para a reprodução humana e não seria mais permitido em produtos cosméticos, tornando-se uma substância proibida nos países integrantes do bloco.
O jornal destaca, porém, que estudos não comprovam o risco para a fertilidade em humanos – eles foram realizados em roedores, com a administração de dose oral muito mais alta do que a concentração presente nos esmaltes.
Caroline Rainsford, diretora de ciência da Associação de Cosméticos, Artigos de Higiene Pessoal e Perfumaria, do Reino Unido, disse em comunicado que a decisão da União Europeia foi baseada “nos efeitos que a substância pode causar no pior cenário”.
Apesar de existirem alternativas de produtos sem TPO no mercado, a decisão impactou os salões de beleza, que tiveram de deixar de usar os esmaltes com a substância a partir do início do mês e precisaram substituir os produtos por fórmulas livres de TPO.
No Brasil, os produtos com TPO não sofreram mudanças até o momento. No entanto, de acordo com a dermatologista do Eistein Hospital Israelita, Mariana Figueiredo, em entrevista ao Globo, é possível que a Anvisa reveja a questão no futuro, caso as pesquisas ganhem força.
“De qualquer forma, independente disso, acredito que haja impacto no nosso país com a proibição europeia, uma vez que há agora uma pressão para que marcas globais reformulem seus produtos, buscando alternativas com substituições do TPO em suas formulações”, afirma.





