Mãe cria marca de bolsas para fraldas após não encontrar modelo para sair com o filho e fatura R$ 8,5 milhões

Fonte: Redação

A dificuldade de encontrar uma bolsa maternidade que combinasse praticidade e estilo para sair com o filho levou uma mãe de Nova York, nos Estados Unidos, a criar um negócio próprio que já soma mais de 20 mil clientes. Lançada no fim de 2022, a Citymouse começou como um projeto paralelo de sua fundadora e ultrapassou US$ 1,7 milhão em vendas acumuladas.

A ideia surgiu quando Alexandra Rutkay, maquiadora em sets de cinema e televisão, se preparava para sair para jantar com o marido e o filho. Ao escolher uma bolsa, percebeu que o acessório era pequeno demais para levar os itens básicos da criança, como um suporte para bebidas, fraldas e lenços umedecidos, além de seus próprios pertences.

O episódio fez com que ela percebesse a falta de opções compactas e versáteis no mercado para mães que já não precisavam carregar tantos objetos, mas ainda necessitavam de espaço para alguns itens da rotina dos filhos. Diante disso, decidiu criar uma bolsa que também pudesse ser usada por mulheres sem crianças, evitando que o produto fosse deixado de lado depois de poucos meses.

Para tornar a Citymouse uma realidade, ela investiu cerca de US$ 8,5 mil, em torno de R$ 43 mil, das próprias economias na criação de uma bolsa transversal que permitisse transportar uma bebida e organizar os objetos pessoais. Quando o protótipo do produto, feito por um fornecedor terceirizado, chegou à sua casa, ela decidiu divulgar a ideia no TikTok, rede social que até então evitava usar.

A resposta do público foi instantânea: mulheres demonstraram interesse pela bolsa, e a empreendedora abriu uma pré-venda para ajudar a financiar a produção inicial.

A Citymouse foi criada após Alexandra Rutkay perceber uma falta de oferta no mercado de bolsas maternidade modernas e bonitas — Foto: @citymouse_ny/Instagram/Reprodução
A Citymouse foi criada após Alexandra Rutkay perceber uma falta de oferta no mercado de bolsas maternidade modernas e bonitas — Foto: @citymouse_ny/Instagram/Reprodução

A Citymouse começou a operar efetivamente em 2023, quando registrou cerca de US$ 135 mil, cerca de R$ 677 mil em vendas. No ano seguinte, a marca ganhou impulso com o TikTok Shop e, em 2024, teve seus três melhores meses de vendas, chegando a comercializar US$ 50 mil, em torno de R$ 251 mil, em apenas três dias.

Com o aumento repentino da procura, contudo, a fundadora precisou embalar produtos na sala de estar e controlar o estoque manualmente. O crescimento foi tão acentuado que a marca chegou a ficar sem mercadorias em diferentes ocasiões. “E, toda vez que isso acontece, precisamos voltar ao modelo de pré-venda — o que acaba com o ritmo das vendas”, explica ao Entrepreneur.

Hoje, a empresa soma mais de US$ 1,7 milhão (R$ 8,5 milhões) em vendas acumuladas e conta com mais de 20 mil clientes, além do apoio do marido de Rutkay, que deixou a carreira para assumir a operação do negócio em tempo integral.

Para a empreendedora, que ainda atua como maquiadora em sets de filmagem, manter o trabalho original enquanto investia na marca, embora não tenha sido fácil, permitiu-lhe “correr riscos e testar ideias sem deixar de pagar as contas”. “Mantenha seu emprego fixo e não busque investidores até que realmente precise deles. Minha regra é simples: não escale o negócio antes de ter condições para isso e, se algo não for estritamente necessário, não compre”, aconselha.

Ao longo desses três anos, ela revela que enfrentou diversas dificuldades, como a imitação do design de suas bolsas por empresas maiores. Por isso, hoje, acredita muito mais na relação construída com os clientes do que no desenho do produto.

“Se o seu produto faz sucesso, considere como certo que alguém o copiará dentro de um ano. Sua marca e o relacionamento que você constrói com seus clientes são coisas que ninguém pode copiar; por isso, invista e concentre seus esforços nisso desde o início”, afirma.

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Telegram
+ Relacionadas