Fim da escala 6×1: Omar Aziz apresenta relatório no Senado nesta quinta-feira; veja próximos passos

Fonte: Redação

Relator não fez alterações no texto aprovado pela Câmara no fim de maio; proposta deve ser analisada pela CCJ na próxima quarta-feira (2/9)

Omar Aziz, senador e relator da PEC que prevê o fim da escala 6x1
Omar Aziz, senador e relator da PEC que prevê o fim da escala 6×1 — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, apresentou nesta quinta-feira (27/8) o seu relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O parecer mantém integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em 27 de maio. A decisão de não alterar a proposta visa evitar que o texto precise retornar à Câmara e, caso seja aprovado sem modificações pelo Senado, possa seguir diretamente para promulgação.

O presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), informou ao jornal O Globo que a PEC será o primeiro item da pauta da CCJ na próxima quarta-feira (2/9), com expectativa de votação do relatório na mesma data.

No entanto, a eventual votação no plenário do Senado ainda não está definida. Segundo a publicação, os parlamentares governistas defendem que a proposta seja levada ao plenário no mesmo dia em que for aprovada pela CCJ, mas a decisão cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O que prevê a PEC aprovada na Câmara

De autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), primeiro signatário da proposta, a PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto altera a Constituição para estabelecer uma jornada máxima de 40 horas semanais e garantir duas folgas semanais, sem redução salarial.

No entanto, a mudança não seria imediata. A proposta prevê uma implementação gradual. Veja a seguir:

  • Primeiros 60 dias após a promulgação: a jornada máxima seria reduzida para 42 horas semanais, com duas folgas semanais, sendo uma delas, preferencialmente, aos domingos.
  • Após 12 meses da promulgação: a jornada máxima passaria definitivamente para 40 horas semanais.

A proposta também mantém a validade de acordos e convenções coletivas de trabalho. Com isso, regimes diferenciados, como a escala 12×36 em atividades essenciais — entre elas saúde, segurança, transporte e limpeza urbana — poderão continuar existindo, conforme as regras previstas no texto.

A PEC ainda estabelece exceções para trabalhadores submetidos a regimes diferenciados e para profissionais com salários mais elevados e diploma de nível superior. Nesses casos, uma legislação posterior poderá estabelecer regras específicas de jornada e de dias de folga.

O que falta para a PEC ser aprovada

No Senado, o primeiro passo será a análise da proposta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O colegiado avaliará a admissibilidade e os aspectos constitucionais da matéria, sob a relatoria do senador Omar Aziz. Se receber parecer favorável e avançar na comissão, a PEC seguirá para o Plenário do Senado.

Diferentemente de um projeto de lei comum, uma proposta de emenda à Constituição exige quórum mais elevado para ser aprovada. São necessários três quintos dos senadores, ou seja, pelo menos 49 dos 81 votos, em dois turnos de votação.

Caso seja aprovada pelo Senado nas duas votações, a proposta poderá ser promulgada em sessão solene do Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial.

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