Capital paulista reforça o apoio a empresas locais com o Global Sampa, programa lançado em fevereiro para estruturar a inteligência de mercado e promoção de negócios internacionais

A cidade de São Paulo registrou um volume de US$ 5,36 bilhões (aproximadamente R$ 28 bilhões, na cotação atual) em exportações no ano de 2025, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O montante representa uma alta de 37% em comparação a 2020 e consolida uma sequência de crescimento anual ininterrupta nos últimos cinco anos. O levantamento foi divulgado com exclusividade a PEGN.
A economia paulistana tem apresentado uma pauta exportadora que abrange desde commodities até produtos de alto valor agregado. Entre os itens exportados destacam-se obras de arte, joias, máquinas e softwares, além da expansão de empresas de tecnologia e inovação no mercado de serviços internacionais.
Para sustentar esse movimento, a SP Negócios – agência de promoção de investimentos e exportações do município – lançou em fevereiro deste ano o Global Sampa, evolução do antigo programa SP Exporta. A iniciativa atua em três pilares: inteligência de mercado, capacitação e promoção de negócios. Entre 2021 e 2025, os programas de exportação da Prefeitura de São Paulo atenderam mais de 1,5 mil empresas.
Casos recentes demonstram a aplicação prática desse suporte. A Tátil Inovação e Tecnologia firmou seu primeiro contrato internacional no Paraguai após análise estratégica dos setores têxtil e tecnológico local. A GLR Tech, focada em captura de carbono, iniciou negociações na Coreia do Sul via missão internacional. As empresas ADKO Foods e Surreal Bisks participaram de rodadas de negócios na Califórnia (EUA), em uma das principais feiras globais de produtos orgânicos e saudáveis.
Segundo Alessandra Andrade, presidente da SP Negócios, o foco atual é combinar inteligência estratégica e conexões para garantir que a economia dinâmica da cidade esteja integrada às principais cadeias globais de valor.
“Nosso objetivo é posicionar cada vez mais as empresas paulistanas no cenário internacional de forma qualificada e competitiva, combinando inteligência estratégica, capacitação e conexões que se traduzem em negócios concretos”, afirma.







