Uma bicicleta desenvolvida do zero e um móvel feito para contemplar dimensões exatas de um espaço. O que une esses dois objetos é o fundamento dos negócios sob medida: a entrega de uma solução para dores específicas que produtos padronizados não conseguem sanar. Diferentemente do formato tradicional, que oferece algo pronto, esse exige uma imersão na necessidade de quem compra.
Para começar a empreender nesse nicho, o primeiro passo é entender a diferença entre os conceitos de personalizado e sob medida. Como explica Felipe Destri, consultor de negócios do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), o primeiro parte de uma base pronta – como uma caneca em que é impressa uma foto escolhida pelo consumidor.
Já no segundo, o processo é mais complexo: “O cliente vai compartilhar o que necessita e, a partir disso, a empresa vai montar um projeto”. O atendimento tem de ser consultivo, priorizando a escuta. “É preciso entender quais são as reais necessidades do cliente”, ressalta o consultor. Vale ainda ter “processos bem organizados para fazer um diagnóstico preciso”.
Não à toa, o professor do Insper e consultor de gestão empresarial estratégica David Kallás utiliza o termo anamnese (entrevista estruturada) para essa etapa: é a fase de investigação – com medição e levantamento de biotipo, quando necessário – para chegar ao produto ideal. Isso significa que o empreendedor deve ser assertivo desde o início “para produzir algo de valor”.
Decidir atuar nesse segmento exige responder a uma pergunta, segundo Patrícia Andrade, professora de Economia do curso de Administração da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM): “[A pessoa] valoriza e vai pagar por isso?”. A resposta, diz ela, envolve critérios como o tamanho do nicho e a existência de capacidades internas, a exemplo de engenharia e design.
Desafios
O modelo sob medida traz riscos específicos, entre eles, a precificação – como fazem algo único, não há parâmetros diretos para comparação no mercado. Para contornar isso, a docente da ESPM orienta considerar custos diretos variáveis e fixos por produto, bem como o potencial ganho do consumidor. O prazo de entrega, com análise da capacidade de atendimento, também pede atenção.
Para mitigar desafios e garantir a sustentabilidade, a diversificação de frentes de atuação é uma opção. De acordo com Kallás, usar os mesmos recursos para atividades complementares gera sinergia ao negócio. “É uma empresa que fabrica móveis sob medida e oferece a opção de reforma”, exemplifica. Serviços de manutenção podem funcionar como um funil de vendas, acrescenta Destri. Andrade cita a realização de workshops com clientes.
Há, sim, a possibilidade de escalar, ainda que a proposta seja produzir algo individualizado. Mas, lembra Kallás, trata-se de uma alternativa onerosa se não houver tecnologia e automação. A professora sugere a adoção de IA para a geração de desenhos e cortes, além de arquitetura de produto inteligente.
E ainda que os itens sejam únicos, algo não pode faltar: a padronização dos processos. “Roteiros, checklists detalhados e até o uso de uma ‘base-padrão’ sobre a qual a personalização é construída”, explica Destri, são parte do sucesso do negócio.
Design que parte da anatomia

Na garagem de casa, em Porto Alegre (RS), o administrador e fotógrafo Luiz Assis Brasil, 39 anos, montou o que gosta de chamar de “ateliê-fábrica” da sua empresa de bikes sob medida. Fundada em 2014, a Spino nasceu do desejo de preencher uma lacuna no mercado brasileiro de mobilidade urbana – algo que o fundador percebeu enquanto morava em Londres, na Inglaterra. “Eu vi um movimento muito forte na Europa de adoção da bicicleta, não apenas como esporte, mas como utilitário desenhado para o corpo da pessoa.”
Hoje, ele centraliza todo o processo: do atendimento inicial ao desenvolvimento do projeto, passando por soldagem, pintura e montagem final. Sem funcionários, conduz sozinho a produção das magrelas, que levam entre um mês e meio e dois meses para ficarem prontas.
A construção segue uma lógica ao mesmo tempo científica e artesanal. Com auxílio de um software e de uma bike ajustável, Brasil simula posições e analisa a anatomia do cliente para garantir a ergonomia adequada. “Primeiro desenhamos o ciclista para depois erguer a bicicleta ao redor dele”, afirma.
Tão importante quanto a ergonomia é a escolha do material. Na fabricação, são utilizadas ligas nobres de aço cromado, que permitem espessuras de 0,45 milímetro, combinando leveza, durabilidade e conforto. “O aço é o material mais reparável que existe e oferece uma dinâmica de absorção que torna a pedalada menos ‘seca’.”

Para dar início ao projeto, o cliente paga uma taxa de R$ 750, que garante acesso às reuniões de consultoria e ao detalhamento técnico. A procura é alta: a fila de espera pode chegar a um ano. Os clientes vêm de todo o país, especialmente Brasília (DF), São Paulo (SP) e cidades do Nordeste.
No ano passado, a empresa registrou faturamento de R$ 80 mil, com tíquete médio variando entre R$ 10 mil (quadro e garfo) e R$ 16 mil (veículo completo). O investimento inicial foi de cerca de R$ 30 mil, mas o empreendedor estima que o total aplicado no negócio ultrapasse R$ 120 mil.
O modelo atual da Spino é resultado de uma transformação gradual. No início, a marca operava em regime societário, com uma equipe de até sete pessoas, loja física, café e serviços de restauração. Em 2020, Brasil decidiu comprar a participação dos três sócios e enxugar a estrutura. “Queria focar só em fazer bicicletas, diminuir o volume de produção para um terço e trabalhar em projetos selecionados de altíssimo valor agregado.”
Para ele, o diferencial da empresa não está na quantidade comercializada, mas na relação que se constrói entre o usuário e a bicicleta. “Normalmente, a Spino é o final da caminhada do ciclista. É o projeto que ele faz depois que o mercado já não o satisfaz mais”, diz.
Cada corpo, uma peça

Em 2020, Josimary de Souza pediu demissão da empresa de confecção em que trabalhava após sua filha Isabela receber o diagnóstico de Síndrome de West, uma condição neurológica rara que provoca espasmos epiléticos recorrentes. “Foi um período bem conturbado”, diz ela, hoje com 40 anos. O movimento de cuidados com a criança, no entanto, abriu um novo rumo profissional para a catarinense.
Para gerar renda, apostou na abertura de um negócio de costura de pijamas infantis. Conseguiu R$ 20 mil com a venda do carro e da moto da família e, em 2021, com esse recurso, fundou a Ki Amor, em Ilhota (SC).
Mas, no ano seguinte, o empreendimento ganhou outro contorno, após a genitora se deparar com uma dificuldade prática: a falta de roupas adequadas para a menina, hoje com 7 anos. Para acomodar sondas e equipamentos médicos, as mães improvisavam, cortando com tesoura os espaços onde se conectam ao corpo. Ela ouviu algumas em um grupo, desenvolveu peças e compartilhou com elas. “Compreendi que existia uma demanda real e urgente que precisava de atenção.”
Assim, reposicionou a Ki Amor como uma marca de moda inclusiva, com produção sob medida para crianças e adultos. A criação é customizada e considera diferentes tipos de deficiência e ajustes necessários no dia a dia. Em 2025, a empresa faturou R$ 78 mil, com uma produção mensal que varia entre 80 e 110 itens. O tíquete médio gira em torno de R$ 300.

O modelo evoluiu para artigos prontos e sob encomenda. No ano passado, o empreendimento deu mais uma guinada, com o fechamento da loja online e o atendimento somente por WhatsApp. “As mães queriam adaptações específicas, mas a peça já estava pronta no estoque. Hoje, faço de acordo com a necessidade de cada cliente”, diz. Ela também trocou a produção terceirizada por um ateliê em casa.
As peças são feitas com tecidos de algodão e elastano, essenciais para garantir conforto e flexibilidade. Em um dos pedidos mais recentes, por exemplo, desenhou um modelo de macacão fácil de ser retirado por um cuidador, mas garantindo segurança à criança. “Cada peça respeita as limitações e valoriza cada corpo.”
Com o olhar para a ampliação, Souza investe em um espaço exclusivo para a produção, dessa vez, perto de casa. A empreendedora já havia alugado uma sala mais distante e enfrentou problemas: “Ela ficava doentinha, chovia, e não conseguia ir até lá”. “Montei uma estrutura improvisada, mas estamos construindo o ateliê em um terreno próximo.” A ideia é aumentar o volume de itens e contratar uma equipe em médio prazo.
Ele calça o carnaval

Pedro Alberto Augusto da Silva, 77 anos, se consolidou como uma figura lendária no Rio de Janeiro (RJ). Conhecido como o “mago das sandálias”, confecciona sapatos sob medida há mais de meio século, atendendo desde rainhas de bateria até produções internacionais.
O interesse começou aos 7 anos, quando se encantou com uma indústria de calçados. Aprendeu o ofício em uma oficina caseira de um gerente da operação, acompanhando o processo de colagem e montagem de modelos simples. Essa base artesanal foi o alicerce para deixar Juiz de Fora (MG) em direção à capital fluminense em busca de trabalho.
No Rio, cresceu rápido: aos 19 anos, já ocupava cargos de liderança. Quatro anos depois, montou uma fábrica para um lojista. Problemas de saúde e pessoais o levaram a abrir sua própria oficina em Quintino e, posteriormente, uma loja na Piedade, ambos na Zona Norte carioca. Foi nesse período que começou a focar no nicho que o tornaria famoso: o Carnaval.
De lá para cá, Silva passou por cinco bairros da cidade até estabelecer sua fábrica em Tomás Coelho (Zona Norte), onde está instalado há 17 anos. A operação conta com seis funcionários, chegando a oito em períodos de alta demanda.
A atenção aos detalhes – como modelos com 12 fivelas e uso de material antiderrapante no solado – é um dos pilares do trabalho ao longo dos anos. A durabilidade também se destaca: “No meu sapato não acontece isso [arriar no salto]”.

O cuidado vai além da estética. Se uma cliente possui joanetes, por exemplo, ele faz uma adaptação para garantir que o calçado não aperte nem machuque os pés. A produção é artesanal: “Só a costura e a lixa são feitas pelas máquinas. O restante é tudo na mão”.
Com a demanda aquecida, os pedidos para o Carnaval têm de ser encerrados entre novembro e dezembro do ano anterior. Nos picos de produção, o empreendedor conta que já chegou a confeccionar mais de 7 mil itens para a ocasião.
A demanda justifica o encerramento antecipado dos pedidos: uma única categoria pode concentrar mais de 50 pares simultâneos, além das encomendas em lote das escolas de samba. Eles custam a partir de R$ 280.
O Mago das Sandálias – apelido que virou o nome de sua empresa – tem clientes no Japão, na França, na Itália e na Guiana Francesa, para onde preparou uma entrega de 60 unidades para uma escola de samba local. Apesar do sucesso em escala global, ele mantém a simplicidade. “Antes do dinheiro, penso no amor. Tudo que você faz com o amor é gratificante”, afirma.
Memória à mesa

Para Deborah Pataxó, 31 anos, cozinhar nunca foi apenas uma tarefa doméstica, mas um gesto de preservação cultural herdado de sua origem indígena. Natural de Alcobaça, cidade do sul da Bahia, ela transformou essa conexão com a comida em um negócio de personal chef no Rio de Janeiro, onde, desde setembro de 2025, oferece um serviço de gastronomia baseado em receitas autorais.
Com pescadores e marisqueiras na família, ela sempre viu a alimentação como um elo. “Ainda mais porque meu avô teve que sair do território de origem. A cozinha foi o que manteve a nossa cultura viva dentro de casa”, avalia.
Mas essa não foi sua primeira atividade: formada em Direito, trabalhou por quase três anos em uma multinacional de tecnologia. O desligamento de toda a equipe, no ano passado, foi o impulso para empreender. Na nova empreitada, ela investiu R$ 850 em mentoria especializada e R$ 300 na compra de utensílios industriais.
O diferencial do serviço está no nível de personalização. Os clientes respondem a um formulário detalhado, no qual indicam gostos, intolerâncias, alergias e seletividades alimentares. Com base nessas informações, a empreendedora elabora uma sugestão de cardápio, normalmente composto por quatro pratos principais e cinco acompanhamentos.
Dependendo da estrutura disponível, a chef pode cozinhar no local do contratante ou preparar os pratos em sua própria casa – opção indicada por ela para quem possui espaços pequenos ou poucos utensílios. As refeições são entregues já porcionadas.

Entre os cuidados técnicos adotados está a escolha do método de preparo dos alimentos. No cozimento dos legumes, por exemplo, a opção é assá-los com ervas frescas em vez de deixá-los no vapor. Assim, a comida mantém textura e sabor após o descongelamento.
O modelo de cobrança combina pacotes e diárias. O serviço de personal chef parte de R$ 500 para residências com até três pessoas. Para grupos maiores, chega a R$ 680, considerando a contratação de um assistente. Em eventos e bufês, os valores variam conforme a complexidade e o cardápio e incluem três diárias para cobrir as etapas de pré-produção, preparo e execução.
Cada atendimento vai das 8h às 15h30. Nesse período, Pataxó se dedica ao preparo das receitas, ao porcionamento dos pratos e à limpeza completa da cozinha.
Em fevereiro, foram dez atendimentos e R$ 5 mil de faturamento. Para crescer, ela planeja ampliar a estrutura de produção com a compra de equipamentos – o que deve aumentar a capacidade de atendimento e abrir espaço para novos formatos de serviço. A meta é alcançar R$ 60 mil em receita até o fim de 2026.
Estética com raiz

A semente da Waka Decor foi plantada em 2020, quando sua fundadora, Cíntia Inácio, 45 anos, buscava cestos de palha para decorar a casa. Após uma viagem a Canoa Quebrada (CE), ela transformou o encontro inesperado com artesãs em um negócio que conecta o design contemporâneo à ancestralidade nordestina. Atualmente, a marca possui uma loja física no bairro Anália Franco, em São Paulo (SP), e opera em diversos marketplaces.
São cerca de 500 pedidos por mês – 30% sob medida –, produzidos por 30 artesãos (dos quais 29 são mulheres) nas cidades cearenses de Aracati e Juazeiro do Norte, todos com palhas de carnaúba, taboa e milho. O tíquete médio é de R$ 250. Em 2025, a empresa registrou faturamento de R$ 1,5 milhão, com expectativa de crescimento de 18% neste ano.
Formada em recursos humanos com pós-graduação em gestão de negócios, ela trabalhava como consultora em uma seguradora quando decidiu empreender. Com um investimento inicial de R$ 500, trouxe as primeiras dez peças para tentar vender na capital paulista.
“Elas mudaram até a minha visão de vida. Quando você começa a ver que o seu movimento movimenta outras pessoas, e o movimento delas te movimenta também, percebe que é uma via de mão dupla”, afirma.

A iniciativa, que teve início de forma amadora no Instagram, se fortaleceu durante a gravidez de sua quarta filha, Maria Clara. Em setembro de 2021, ela abriu um CNPJ no regime de microempreendedor individual (MEI) e, entre 2023 e 2024, migrou para o Simples Nacional.
Um dos pilares de crescimento do negócio – o serviço de tamanhos e formatos sob medida – surgiu por demanda externa. A empreendedora explica que veio de pedidos de arquitetos e designers por projetos que os concorrentes não atendiam. “O artesanal e a manualidade já ajudam as pessoas a entender que é especial. Quando faço do jeito e na medida que você quer, a peça tem uma potência muito maior.”
Entre os itens mais desafiadores produzidos sob encomenda, a empreendedora destaca o berço de um metro de comprimento – um tamanho até então inédito para a equipe. O catálogo ainda conta com itens diversos, como cestos, tapetes, móveis e luminárias.
Para o futuro, Inácio planeja fortalecer ações voltadas à experiência dos clientes, reforçando a importância do artesanal. Além da venda de produtos, a ideia é transformar a loja em um espaço de aprendizado, com a realização de oficinas de artesanato. No início de março deste ano, ela promoveu a primeira edição como um teste. “Pensei em chamar amigas próximas, mas nem precisei. As pessoas vieram participar mesmo. É um dos projetos que desejo realizar com frequência aos sábados”, diz.
A receita do sono perfeito

Em um segmento marcado pela padronização, a Carneiro Colchões aposta no caminho oposto: produz colchões sob medida para cada cliente. O processo segue artesanal do início ao fim e define a identidade da empresa. Fundada há 42 anos em Curitiba (PR), combina tecnologia, atenção aos detalhes e proximidade com o consumidor – estratégia que resultou em crescimento de 40% nas vendas e faturamento superior a R$ 3,5 milhões em 2025. Para este ano, a expectativa é de alta de 30% na receita.
A produção acontece na fábrica própria em São José dos Pinhais, a 15 quilômetros da capital paranaense. São feitas, em média, 15 peças por dia, com preços que variam entre R$ 3 mil e R$ 26 mil. Segundo o CEO, Jarbas Carneiro de Freitas, 34 anos, o produto nasce a partir de um diagnóstico detalhado das necessidades de quem vai dormir nele.
O desenvolvimento começa com uma entrevista estruturada. “Cada colchão é único. Avaliamos peso, altura, hábitos da família, se crianças ou até o cachorro dormem junto, e adaptamos o modelo para cada caso”, explica o executivo.
Os itens têm garantia de dez anos e vida útil de até duas décadas. Um dos diferenciais está na estrutura interna: são 255 molas de origem sueca por metro quadrado. “Elas oferecem mais sustentação.”

Atualmente, a marca conta com uma equipe de 30 funcionários e ampliou sua presença física com uma loja-conceito no bairro Batel. Como estratégia de diversificação, também passou a oferecer reforma de colchões – tanto de fabricação própria quanto de terceiros. O serviço virou uma porta para novos consumidores, que muitas vezes optam pela compra de um modelo artesanal ao conhecerem o portfólio da Carneiro Colchões.
O negócio foi idealizado pelo patriarca, Jurami Carneiro de Freitas, 56 anos, que resolveu empreender após notar uma falha nas grandes indústrias. Trabalhando na assistência técnica, ele via um grande volume de devoluções não por defeitos, mas por inadequação ao biotipo do comprador. “O vendedor vendia sem saber da real necessidade. Percebi que, ouvindo o cliente diretamente, conseguia entender o que ele precisava”, conta.
No início, em 1984, o desafio foi educar o mercado para a ideia de um colchão para cada corpo: “Foi um trabalho de formiguinha, muito no boca a boca”. Hoje, mesmo após passar o bastão em 2012 para o filho – o atual CEO –, o fundador segue próximo da operação.
Para os próximos anos, a ideia é ampliar parcerias com arquitetos e, no médio prazo, disponibilizar seus colchões em lojas de alto padrão, mas sem abandonar a essência artesanal que sustenta a marca.







