Após perder o emprego, Agnes Martins comprou uma máquina de costura sem saber utilizá-la. Hoje, mantém um ateliê, o Agnes Rasta, em São Paulo, e vende materiais, oferece cursos presenciais e online e ajuda alunas a empreender com a moda.
Antes de tirar o negócio do papel, Martins passou por áreas como telemarketing e contabilidade. Ao ficar sem emprego, decidiu investir em uma nova habilidade.
A paixão pela moda sempre existiu, mas foi o desemprego que a levou a transformar o interesse pela costura em um negócio. Sem experiência na área e com poucos recursos para investir, ela usou R$ 600 e comprou uma máquina de costura apostando que poderia produzir ecobags.
Hoje, seu ateliê reúne costura criativa, cursos presenciais, venda de materiais e uma comunidade de mulheres que encontram na costura uma oportunidade de produzir e gerar renda. Conhecida nas redes sociais como Agnes Rasta, a empreendedora conta que a principal inspiração veio de dentro de casa, de sua mãe, que também era costureira e a criou trabalhando com crochê.
De aluna à professora
Martins fez cursos de costura para aprender. O seu desempenho chamou a atenção dos professores e, pouco tempo depois, passou a auxiliar colegas de turma até descobrir uma nova vocação: ensinar.
Hoje, além de produzir peças autorais, ela acompanha de perto o desenvolvimento das alunas, respeitando o ritmo e o perfil de cada uma. Um pacote com quatro aulas custa cerca de R$ 377 na Agnes Rasta.
Um comentário que virou combustível
Ao longo da jornada, a empreendedora também enfrentou episódios de preconceito. Um deles aconteceu durante um curso de costura, quando decidiu utilizar uma máquina eletrônica. Segundo Martins, uma professora perguntou por que ela estava sentada naquele equipamento e afirmou que ela nunca teria dinheiro para comprar uma máquina daquele tipo. A resposta veio com o tempo: atualmente, o ateliê conta com seis máquinas eletrônicas.
“Essa situação me marcou muito, mas também me deu força para continuar. Aprendi que não preciso provar nada para ninguém. Preciso provar para mim mesma que não sou aquilo que as pessoas pensam”, diz ela.
Ateliê reúne ensino, loja e comunidade
O negócio cresceu e passou a oferecer mais do que aulas de costura. O espaço também funciona como loja especializada em materiais para iniciantes e artesãos. Segundo Martins, a ideia é orientar os clientes para que comprem apenas o necessário e evitem desperdícios.
Além das aulas presenciais, Martins encontrou nas redes sociais uma forma de expandir o negócio. Ela passou a oferecer cursos online e hoje reúne alunas de diferentes estados brasileiros e até de outros países. A empreendedora soma mais de 20 mil seguidores no Instagram.
“Quando você trabalha nas redes sociais, consegue alcançar muito mais pessoas. Tenho alunas que moram fora do Brasil e acompanham todas as aulas.”
Sonho é ampliar o acesso ao empreendedorismo feminino
Apesar das dificuldades financeiras e dos obstáculos enfrentados no início da carreira, Martins afirma que o maior reconhecimento conquistado foi o respeito dentro do setor.
Agora, ela pretende expandir ainda mais o trabalho para incentivar outras mulheres a empreenderem por meio da costura.
“Quero que mais mulheres tenham acesso ao meu trabalho e possam tecer seus próprios sonhos, empreender, ser felizes e encontrar mais leveza na vida. Esse é o meu futuro”.
Veja a reportagem completa, que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Como uma costureira transformou talento em um negócio de impacto







