Em quadra, Ekaterina Ovcharenko e Laura Pigossi vs Mary Stoiana e Vendula Valdmannova
Há um ano, São Paulo ainda se preparava para voltar ao circuito mundial do tênis feminino depois de uma espera de 25 anos. A estreia do SP Open, mobilizou mais de 33 mil pessoas no Parque Villa-Lobos, lotou arquibancadas e mostrou que havia público para acompanhar de perto algumas das melhores jogadoras do mundo.
Agora, o torneio retorna maior e com sinais de que já começou a deixar de ser novidade para conquistar espaço fixo no calendário da cidade.
Realizada entre 12 e 20 de setembro, a segunda edição ocupa uma estrutura de 30 mil metros quadrados e reúne 32 atletas na chave de simples e 16 duplas. O torneio, de nível WTA 250, é hoje a maior competição profissional de tênis feminino do Brasil.
Entre os nomes internacionais estão Paula Badosa, ex-número 2 do mundo, Leylah Fernandez, finalista do US Open de 2021, e Eva Lys. O Brasil entra em quadra com Luisa Stefani, Laura Pigossi e jovens promessas como Naná Silva e Victoria Barros.
Mais espaço para o jogo e para o público
O crescimento também pode ser medido em metros quadrados. O complexo tem três quadras destinadas às partidas e outras três voltadas aos treinos e ao apoio. A Quadra Central ganhou 400 novos lugares, enquanto a área coberta para o público dobrou. A praça central recebeu um telão maior e o Boulevard, principal espaço de convivência do evento, foi ampliado.
A gastronomia, por exemplo, cresceu e passou de dez para 15 operações. A ideia é fazer com que o público permaneça mais tempo no evento e encontre o que fazer entre uma partida e outra.
Esse formato aproxima o SP Open de outros grandes eventos esportivos que transformaram a competição em um programa capaz de ocupar o dia inteiro. O ingresso Ground Pass, por exemplo, dá acesso ao Boulevard, às áreas de alimentação, à loja oficial, às ativações e às quadras secundárias, de acordo com a disponibilidade, mesmo sem entrada na Quadra Central.
Com as novidades, a organização espera superar os mais de 33 mil visitantes de 2025. O torneio passou a integrar o calendário oficial da cidade e estima movimentar mais de R$ 100 milhões na economia do estado. Com transmissão para mais de 100 países, São Paulo volta a aparecer no mapa internacional da modalidade.
As marcas entram em quadra
A resposta do público chamou a atenção do mercado. Da primeira para a segunda edição, o número de marcas parceiras passou de 38 para mais de 45, um avanço de pelo menos 18%. A IMM Esporte e Entretenimento, responsável pelo evento, prevê ainda um aumento de 15% no faturamento.
Claro, Heineken 0.0 e ALLOS, por exemplo, renovaram a participação entre os patrocinadores Master. O Bradesco estreou na principal categoria. Mercedes-Benz, Shopee e Accor também estão entre os novos nomes desta edição, enquanto outras marcas que participaram em 2025 ampliaram sua presença.

Ao fundo, marcas patrocinadoras
“Chegar à segunda edição com parceiros que seguem conosco e novas marcas se aproximando do SP Open é um sinal importante da resposta do mercado ao projeto e também da força que o tênis feminino vem conquistando”, afirma Enio Ribeiro, diretor comercial da IMM Esporte e Entretenimento.
A exposição ao redor das quadras continua valiosa, mas não é tudo. As marcas querem se integrar ao evento e por isso aparecem nos detalhes de sua operação: na conectividade, na transmissão dos jogos, no transporte de atletas e árbitros, na hotelaria, na academia das jogadoras e até nos espaços de hospitalidade. A LATAM, por exemplo, levou os assentos de suas aeronaves para dentro de quadra para o descanso das jogadoras.
“O esporte cria conexões a partir de histórias, emoções e experiências compartilhadas. Estar no SP Open nos permite construir essa relação com o público em um ambiente que valoriza excelência, evolução e a busca por ir mais alto”, explicou Rodrigo Padilla, Global Chief Brand Officer do Grupo LATAM.
O intervalo é o matchpoint

Saque, precisão, velocidade, reflexo e agilidade viraram desafios promovidos por diferentes marcas. Há ainda degustações, simuladores, cabines de fotos, produtos exclusivos e áreas de descanso. Até uma raquete e uma bola com quase três metros de altura, construídas com mais de 45 mil peças LEGO, entraram no cenário.
“São Paulo tem uma combinação muito particular de esporte, negócios e entretenimento, que amplia as possibilidades para essas empresas. Hoje, o patrocínio esportivo vai muito além da exposição de marca: existe uma busca por relacionamento, conteúdo e proximidade com o público, e queremos que o SP Open seja um espaço onde essas relações aconteçam de forma relevante”, completa Enio.
O Bradesco criou jogos inspirados no match point e no Plinko. A Prudential convida o público a medir a velocidade do forehand. A Shopee testa a agilidade dos participantes em um painel de luzes, enquanto a B3 mistura tênis e educação financeira em um quiz que termina com a personalização de uma bolinha.

A Seara Gourmet leva degustações de frios, a Faixa Azul apresenta receitas criadas para o torneio e a Melitta propõe harmonizações entre cafés e queijos.
“Nosso objetivo é mostrar que o café gourmet é um convite constante à experimentação. As nossas ações de harmonização no SP Open traduzem essa busca por novidades, levando o consumidor a explorar combinações inesperadas que elevam a degustação a um novo patamar”, declara Jonatas Rocha, diretor de Marketing da Melitta.
Ações como essas ajudam as marcas a entrar no clima do evento sem depender apenas da exibição de um logotipo.
Em apenas dois anos, o SP Open reuniu público, atraiu atletas importantes e aumentou o interesse comercial ao seu redor. O tênis segue como protagonista, mas agora movimenta uma estrutura maior de entretenimento, consumo e negócios. Para um torneio que acabou de voltar ao calendário, a partida parece estar apenas começando.






