Foto: Consumidor Moderno/Marina Pechlivanis.
“Você faz mais amigos em dois meses se interessando genuinamente pelas outras pessoas do que em dois anos tentando fazer as pessoas se interessarem por você.” – Dale Carnegie (EUA, 1888–1955)
Interesseiro, interessado e interessante vêm todos da mesma origem: o latim interesse, formado por inter (“entre”) e esse (“ser”, “estar”), originalmente com o sentido de “estar entre”, “dizer respeito”, “importar”. Mas uma mesma raiz acabou dando origem a significados bem diferentes. Interesseiro é quem se aproxima pensando principalmente na própria vantagem. Interessado é quem demonstra atenção, curiosidade ou envolvimento por alguém ou por alguma causa. Já interessante é aquilo – ou aquele – que desperta o interesse do outro.
A verdade é que cada um vê ou deixa de ver, de cada situação, o que bem entender. E saber diferenciar quem é interesseiro, quem é interessado e quem é interessante pode ser a chave para escolher os parceiros certos em todas as etapas do desenvolvimento de um negócio.
O fato é que muita gente ainda não percebeu que:
- Não é porque você não vê que não existe. Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia, e no mundo das marcas não é diferente.
- Aquilo que você visualiza nem todo mundo está enxerga da mesma forma. Já diz o ditado: “o que os olhos não veem, o coração não sente”.
- Nem sempre o essencial é visível aos olhos. As pessoas, a depender de seus interesses, preferem nem ver ou fazem de conta que não estão vendo.
De forma prática, pensando em estratégias e soluções que possam impactar no CX, como perceber quem é quem? Como saber o que pode fazer mal e quem pode fazer bem?
Uma alternativa é observar as situações pelas lentes imaginárias da Escala do Invisível, uma métrica que vai além do que indicadores como NPS (Net Promoter Score), CSAT (Customer Satisfaction Score), CES (Customer Effort Score), LTV (Lifetime Value), FCR (First Contact Resolution) e Churn Rate costumam medir. Para além da quantificação das transações mercadológicas, esta escala revela o intangível, enveredando pelas expectativas e intenções invisíveis – mas sempre presentes – nas relações entre marcas e pessoas, não apenas no âmbito dos resultados financeiros, mas do bem-estar coletivo.
Poderia ser este um dos futuros programados para o CX, que ultrapassa as portas e os portais comerciais e alcança estratégias integrativas para, além de fazer bons negócios, atuar de forma integrada com a sociedade e o planeta?
De nossa parte, pela Umbigo do Mundo, estamos contribuindo para transformar o invisível em visível com nosso movimento Educação para Gentileza e Generosidade (EGG), uma plataforma que disponibiliza conteúdo gratuito e acessível para todos os públicos e que recém-lançou Indicadores Pró-Sociais e a certificação com o Selo Pró-Social 7PEGG. Em tempos de riscos psicossociais, reconhecemos organizações que adotam práticas pró-sociais e promovem ambientes de trabalho mais saudáveis, colaborativos e orientados por valores humanos com base em gentileza, generosidade, solidariedade, sustentabilidade, diversidade, respeito e cidadania. Não vai mudar o mundo todo, mas já tem mudado o mundo de muitas empresas, escolas e organizações sociais.
Por isso, sempre é tempo de perguntar: afinal, o que está em jogo? Quais são os maiores interessados? E os interesseiros, quem são? É interessante a ponto de investir tempo e dinheiro? E o retorno, interessa a quem?
Bom, tem de tudo nessa vida. Tem negócios e pessoas interesseiras, interessadas apenas no próprio sucesso e nada interessantes para contribuir com o desenvolvimento social, pois estão preocupadas única e exclusivamente com o seu “individual”. Assim como tem muita gente interessante, construindo redes poderosas e criando novas formas de contribuir com a economia e com a sociedade.
Agora, vamos à parte que interessa, e seja sincero com você mesmo. Quem é você (e as marcas que você representa) na Escala do Invisível? Em que? Para que? Por quê? Como?
Sua resposta é proporcional ao seu potencial de fazer bons negócios. E de fazer a diferença no mundo também.






