Resenha: Playfulness: Trilhas para uma vida resiliente e criativa!

Fonte: Marcelo Brandao

“Ninguém é produtivo o tempo inteiro, ninguém é feliz o tempo inteiro, mas é possível ser mais feliz e produtivo. E isso sem acabar com a saúde mental.” Estas provocações são do psicólogo Lucas Freire, especialista em bem-estar há 20 anos e referência no Brasil na Ciência do Play, campo multidisciplinar que estuda o termo da língua inglesa com muitos significados.

Autor do livro “Playfulness: Trilhas para uma vida resiliente e criativa!”, Freire une reflexões da Psicologia Positiva e da Filosofia da Felicidade, para desenvolver o Playfulness, conjunto de práticas que atua como resposta para as incertezas, contradições e ambiguidades da hipermodernidade, que desencadearam uma onda de adoecimento psicológico dentro e fora do mundo corporativo.

Uma vida baseada no Playfulness, segundo o especialista, está relacionada com a habilidade de aprender a regular emoções, ampliar as habilidades sociais e redescobrir a satisfação com o trabalho e as atividades do dia a dia. Dessa maneira, é possível conquistar ganhos em produtividade na vida pessoal e profissional, sem comprometer a saúde emocional.

Pode a felicidade ser uma estratégia de enfrentamento da rotina?

Na obra, o psicólogo destaca que a imposição de manter a alta performance no trabalho e nas relações interpessoais desencadeou uma epidemia de adoecimento mental e, consequentemente, físico. Burnout, estresse, depressão e ansiedade são diagnósticos cada vez mais comuns. Por conta da competição sem fim, muitas pessoas acham difícil encarar a rotina como algo que traz felicidade.

“Essas doenças são efeitos colaterais de uma tensão emocional, provocada pela falta de autonomia e por cobranças excessivas, inclusive a cobrança pela felicidade”, destaca o especialista. “Como caminho, devemos buscar a tensão criativa, que é uma motivação, um impulso e a energia necessários para nos levar a um novo patamar”, completa.

Como estratégia de enfrentamento do sofrimento, o Playfulness está ancorado em quatro pilares: Tensão Criativa, quando o conflito se torna positivo e passa a nos mover; Resiliência Estoica, capacidade de enfrentamento e de exercitar o controle sobre o que pode ser transformado; Flow, experiências ótimas que nos dão força de resistência em nome do movimento e da criação; e Ludicidade, quando a vida ganha mais alegria e não perde a leveza.

Essas doenças são efeitos colaterais de uma tensão emocional, provocada pela falta de autonomia e por cobranças excessivas, inclusive a cobrança pela felicidade.

Sobre o livro

Inspirada nos diversos significados da palavra play, a metodologia criada pelo psicólogo Lucas Franco Freire é uma resposta às incertezas, contradições e ambiguidades da hipermodernidade, que desencadearam uma onda de adoecimento psicológico dentro e fora do mundo corporativo.

Para minimizar o sofrimento e toda conotação negativa que o trabalho ganhou ao longo das últimas Revoluções Industriais, o autor de “Playfulness: Trilhas para uma vida resiliente e criativa!“, convida o leitor a refletir, construir e transformar sua rotina, sua carreira, sua vida, sua comunidade e até o mundo com leveza e criatividade.

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