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O mercado de pagamentos brasileiro continuou em trajetória de expansão no primeiro semestre de 2026. O País registrou 79,7 bilhões de transações no período, movimentando R$ 71,9 trilhões. Em comparação com o mesmo semestre de 2025, foi registrada alta de 12,3% na quantidade de operações e de 20,8% no volume financeiro. Os dados são das Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões, divulgadas pelo Banco Central (BC).
O Pix concentrou 55,2% de todas as transações (quase 44 bilhões de operações) – um salto de 19,4% frente ao primeiro semestre de 2025. Apesar de liderar em número de operações, o meio de pagamento ocupa a segunda posição em volume financeiro, respondendo por 28,1% de todo o dinheiro transacionado no semestre. A TED (Transferência Eletrônica Disponível), por sua vez, concentrou a maior parcela dos valores transacionados, com 32,7% do total.
Já a utilização do Pix Automático para cobranças recorrentes (como streaming e academias), nichos tradicionalmente dominados por cartões de crédito e boletos, quase dobrou de um trimestre para outro, saltando de 4 milhões de transações (R$ 2,3 bilhões) no primeiro trimestre, para 9,5 milhões de transações (R$ 3,5 bilhões) no segundo trimestre de 2026.
Pagamento no débito ou crédito?
Os cartões continuam tendo um peso expressivo na economia, somando 24,5 bilhões de operações (30,8% do total de transações do País). Impulsionado por uma base ativa de 262,6 milhões de cartões (crescimento de 6% em um ano), o crédito cresceu 9,2% em operações e 13,8% em volume financeiro. Ele representa isoladamente 72% de todo o dinheiro movimentado pelo setor de cartões, com um ticket médio de R$ 135.
Em relação aos valores transacionados, a modalidade crédito registrou valor médio de R$ 135, enquanto débito e pré-pago apresentaram valores médios de R$ 58 e R$ 39, respectivamente. Em comparação com o primeiro semestre de 2025, observou-se crescimento de 4,2% no valor médio das transações com cartão de crédito, redução de 2% na modalidade débito e crescimento de 1,6% no pré-pago.
O cartão de crédito também é o instrumento com maior número de emissões, com 262,6 milhões de cartões ativos ao final do primeiro semestre de 2026, enquanto o de débito e o pré-pago tinham 160,1 milhões e 68,4 milhões, respectivamente. Em comparação com o final do primeiro semestre de 2025, a quantidade de cartões de crédito ativos cresceu 6%, a de cartões de débito cresceu 0,1% e a de cartões pré-pagos caiu 5,7%.
O perfil de consumo a prazo permaneceu estável. A grande maioria das compras no crédito continua sendo à vista (52,5% do volume financeiro e 88,1% em quantidade), desmistificando a ideia de que o brasileiro parcela a esmagadora maioria das compras do dia a dia. Quando o parcelamento ocorre, ele se concentra predominantemente em curtos prazos (2 a 3 vezes).
Os dados mostram ainda que as transações pela internet representaram 22% das transações do cartão de crédito, 11,1% das de débito e 7% das de pré-pago no mesmo trimestre; em volume financeiro, responderam por 28,1% no crédito, 5,6% no débito e 4,2% no pré-pago.
Enquanto a digitalização avança a passos largos com a hegemonia do Pix e a consolidação dos pagamentos por aproximação, os meios tradicionais encontram novos papéis. Como reusltado, a economia está cada vez mais integrada, com a tecnologia redefinindo não apenas a conveniência, mas o próprio comportamento financeiro do País.






