Chuvas fortes voltam a deixar moradores de SP sem luz

Fonte: Henrique Hein

Chuvas fortes voltam a deixar moradores de SP sem acesso à energia

Técnicos da Enel trabalham para restabelecer a energia. Foto: Enel/Reprodução

Os moradores de São Paulo e cidades próximas, como Santo André, voltaram a ficar sem acesso à energia elétrica cerca de dois meses após o apagão que deixou mais de 2 milhões de unidades consumidoras sem acesso à luz em suas residências, em novembro do ano passado. 

Nesta segunda-feira (08), uma tempestade que atingiu a região da capital paulista provocou interrupções no fornecimento de energia em diversos bairros. 

Na manhã desta terça-feira (09), muitos moradores ainda se encontravam sem acesso à luz. Houve relatos de cortes por mais de 17 horas em alguns imóveis.

Em comunicado divulgado em seu site, a Enel, concessionária responsável pelo abastecimento de energia na região da Grande São Paulo, informou que cerca de 70% dos clientes afetados tiveram o fornecimento restabelecido no início desta terça-feira. 

Segundo o Corpo de Bombeiros, foram registradas 200 ocorrências de quedas de árvores em São Paulo e na região metropolitana durante o temporal, com ventos de mais de 76 km/h e um acumulado de 62 mm de chuva, segundo a Defesa Civil.

De acordo com a Enel, a transmissão de energia foi interrompida depois da queda de árvores, galhos e outros objetos sobre a rede elétrica. A companhia disse estar trabalhando para restabelecer o fornecimento “o mais rapidamente possível”. 

A distribuidora informou também que aumentou o número de equipes em campo e realizou manobras remotas, através do sistema de telecomando, para minimizar os impactos aos clientes. A concessionária relatou ainda que cerca de 800 equipes permaneceram ao longo do dia trabalhando para restabelecer a energia. 

Problema recorrente

Na primeira semana de novembro de 2023, um temporal deixou mais de 2 milhões de pessoas sem energia elétrica em São Paulo e em cidades da região metropolitana. 

A Enel foi duramente criticada porque o apagão persistiu por mais de cinco dias para milhares de pessoas, o que provocou perda de alimentos refrigerados e danificação de eletrodomésticos de clientes.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chegou a cogitar o cancelamento do contrato da Prefeitura com a empresa.

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