ChatGPT concentra mais de 92% do tráfego de IA para sites

Fonte: Victoria Pirolla

A disputa entre ferramentas de Inteligência Artificial parece cada vez mais cheia de nomes. Tem ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity, Copilot, Grok e por aí vai. Mas, quando o assunto é levar usuários para sites, a briga está bem menos equilibrada.

Segundo o estudo 2026 State of AI Discovery Report, da Previsible, o ChatGPT responde por 92,4% de todo o tráfego de indicação gerado por modelos de linguagem. O levantamento analisou 6,77 milhões de sessões em 166 propriedades digitais, entre novembro de 2024 e maio de 2026.

Na prática, isso significa que, se um consumidor chega a um site depois de fazer uma pergunta para uma IA, muito provavelmente essa conversa começou no ChatGPT.

E a diferença para os concorrentes é grande. O Gemini aparece na segunda posição com cerca de 3,2% do tráfego, enquanto Claude, Perplexity, Copilot e Grok terminaram o levantamento com participações inferiores a 1% cada.

Ao longo dos 19 meses analisados, o ChatGPT passou de 47.606 sessões mensais para 610.910, crescimento de 12,8 vezes. No mesmo período, o volume total de acessos vindos de ferramentas de IA aumentou 9,9 vezes, chegando a 644.478 sessões mensais em maio deste ano.

A disputa ficou mais concentrada

Há pouco mais de um ano, o cenário parecia mais equilibrado. Em dezembro de 2025, o ChatGPT concentrava cerca de 84% do tráfego vindo de modelos de linguagem. O Perplexity aparecia com 8,9%, Gemini tinha 4,5% e Copilot respondia por 2,1%.

O novo levantamento mostra que esse cenário mudou rapidamente.

Além de ampliar sua participação para 92,4%, o ChatGPT viu alguns concorrentes perderem espaço. O Perplexity, por exemplo, registrou queda de 61% desde o pico alcançado em março de 2025. Já o Copilot apresentou a maior retração do estudo, com redução de 96% no volume de sessões desde agosto do ano passado.

Enquanto isso, o Gemini manteve uma trajetória estável e consolidou a segunda colocação. Já o Claude foi a plataforma que mais cresceu proporcionalmente: o número de sessões aumentou 64 vezes. Ainda assim, sua participação continua abaixo de 1%.

Todos querem aparecer nas respostas da IA

O estudo mostra uma mudança na forma como consumidores descobrem marcas, produtos e conteúdos.

Se durante muitos anos as empresas concentraram seus esforços em se destacar nas primeiras posições das plataformas de busca, agora precisam também ganhar espaço nas respostas geradas pelas IAs.

O comportamento já começa a aparecer principalmente no comércio eletrônico. Segundo a pesquisa, 43% do tráfego vindo de ferramentas de IA para sites de e-commerce chega diretamente às páginas de produtos, indicando que muitos consumidores já chegam com intenção de compra formada.

Em outros setores, os padrões também mudam. Na educação, as IAs direcionam usuários principalmente para páginas de cursos. Já em serviços financeiros e seguros, blogs, páginas de produtos e conteúdos explicativos aparecem entre os principais destinos.

A descoberta de marcas está mudando

O estudo considera apenas o tráfego gerado por plataformas independentes de IA, como ChatGPT, Gemini e Claude. Ferramentas integradas ao buscador do Google ficaram de fora da análise porque utilizam uma lógica diferente de distribuição de conteúdo.

Ainda assim, os dados reforçam um movimento que já vem sendo observado pelo mercado: a descoberta digital está deixando de acontecer apenas por meio das buscas tradicionais.

Para empresas, isso significa que a estratégia de visibilidade passa a considerar também como produtos, marcas e conteúdos aparecem nas respostas produzidas pelas ferramentas de Inteligência Artificial, um espaço que, hoje, tem no ChatGPT seu protagonista.

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