Atendimento ao consumidor começa no fornecedor

Fonte: Danielle Ruas

O Código de Defesa do Consumidor proíbe a recusa de atendimento ao consumidor. Contudo, é necessário considerar o contexto e que significa “recusa”.

Em primeiro lugar, nenhuma empresa pode recusar atendimento com base na aparência ou qualquer outra característica pessoal do cliente, pois isso configura discriminação, prática abusiva e passível de multa. Portanto, recusar atendimento sem motivos válidos não é permitido. E para agravar ainda mais a situação, um mau atendimento pode resultar em indenização por danos morais. Isso sem contar a péssima reputação para a marca.

Atendimento ao consumidor em alta

É fundamental, neste sentido, que as empresas compreendam – e respeitem – os direitos do consumidor de forma ética e legal. Assim, o termo “atendimento ao cliente” está, cada dia, mais em alta. A consequência é a crescente necessidade das empresas em investirem em um suporte eficiente e atencioso aos consumidores, buscando atender suas demandas e expectativas de forma adequada.

E assim, o consumidor vai ficando cada vez mais empoderado.

Na prática, empoderamento do consumidor refere-se ao processo de capacitar ou fortalecer os consumidores, fornecendo-lhes informações, recursos e ferramentas para que tomem decisões informadas e assertivas em suas compras. Isso inclui a conscientização sobre seus direitos como consumidores, a capacidade de comparar produtos e serviços, bem como a independência para escolher o que melhor atende às suas necessidades e preferências.

Elo do Futuro

O empoderamento do consumidor visa equilibrar o poder entre empresas e consumidores, permitindo que estes tenham mais controle sobre suas decisões de compra e exijam maior qualidade e transparência das empresas.

Este conceito está cada vez mais presente nas discussões sobre consumo responsável e sustentável. E essa valorização da relação empresa-cliente pode estar no treinamento para empresas fornecedoras de um determinado produto. Muitas vezes subestimada, essa estratégia, além de melhorar a satisfação do cliente, reduzir custos com suporte, aumenta a fidelidade do consumidor, impulsiona as vendas, melhora a reputação da marca e garante uma vantagem competitiva no mercado. Quem garante é a Suvinil, marca de tintas decorativas da BASF, que celebra 15 anos do Elo do Futuro.

Em suma, o Elo do Futuro é um programa que capacita sucessores de negócios familiares de lojas parceiras da fabricante. A qualificação se dá por meio de treinamentos que incentivam o profissionalismo e o desenvolvimento dos lojistas, cujo foco está na governança.

Para a Suvinil, a habilitação contínua de quem trabalha com seus produtos é essencial para que todos possam estar atualizados com as últimas tendências do mercado. Dessa forma, a marca, em seu treinamento, proporciona aos lojistas conhecimentos sobre estratégias de vendas, técnicas de negociação, merchandising, gestão de estoque.

Quem faz o Elo do Futuro aprende sobre gestão financeira e de pessoas, marketing e vendas, compliance, direitos e tributos, planejamento, missão, visão e valores.

Ademais, o programa ajuda a desenvolver competências interpessoais, como a capacidade de se comunicar de forma eficaz, lidar com reclamações dos consumidores e resolver problemas de maneira ágil.

Confiança = qualidade

Para a empresa, parceiros bem treinados são capazes de transmitir confiança e conhecimento aos consumidores, o que é fundamental para fidelizá-los e conquistar novos compradores. E, primordialmente, um atendimento de qualidade contribui para a reputação positiva da marca, sendo um diferencial no mercado altamente competitivo.

O programa Elo do Futuro da Suvinil é exclusivo para lojistas do setor. Desde o seu lançamento, 170 profissionais já foram formados em suas 13 edições, com um investimento total de mais de R$ 2 milhões, sendo 40% financiado pela BASF e 60% pela coparticipação dos clientes.

Iniciativa inédita

É importante ressaltar que a Suvinil é a única fabricante que oferece esse tipo de iniciativa no mercado, demonstrando seu compromisso em atender às necessidades do setor, dos parceiros e dos consumidores.

Renato Rocha, diretor comercial das tintas decorativas BASF para América do Sul

Os regulamentos de governança da Suvinil são totalmente alicerçados nos da BASF. No programa Elo do Futuro, os participantes têm a oportunidade de mergulhar na cultura corporativa da empresa, ao mesmo tempo em que estudam casos relacionados ao varejo de tintas. “Essa abordagem personalizada visa atender às necessidades dos consumidores, colocando-os no centro das ações e das decisões da Suvinil. Dessa forma, eles podem evoluir em diferentes aspectos da gestão de seus negócios e contribuir para o desenvolvimento do varejo de tintas”, explica Renato Rocha, diretor comercial das tintas decorativas BASF para América do Sul.

Segundo ele, no Brasil, cerca de 85% das empresas de varejo são familiares e, na Suvinil, 90% das vendas são por meio desses negócios. “Por isso, enxergamos o programa como uma grande contribuição para o setor de tintas e para o seu varejo”, enaltece Renato Rocha.

Anualmente, o Elo do Futuro promove duas edições para clientes SELECT (que revendem, exclusivamente, Suvinil) e Multimarcas. São três encontros de três dias cada, totalizando 72 horas de conteúdo imersivo.

Histórias de quem fez o Elo do Futuro

Os empresários que passaram pelo programa ressaltam que essa experiência transformou completamente suas abordagens diárias de trabalho e suas perspectivas em relação ao processo de sucessão. A oportunidade de trocar vivências com outros sucessores, executivos da Suvinil e especialistas do mercado proporcionou uma ampliação de visão em relação à gestão das empresas e à relação com as primeiras gerações fundadoras dos seus negócios.

Com o Elo do Futuro, esses empreendedores tiveram a chance de aprender com pessoas que já trilharam caminhos semelhantes aos seus e enfrentaram desafios similares. Essas interações permitiram a troca de conhecimento e o compartilhamento de estratégias inovadoras, o que contribuiu para a evolução das suas habilidades de liderança e gestão. Esse é o pensamento de Fernanda Leal, da Matiz Tintas.

Abertura de visão

A empresa foi fundada por sua avó há 50 anos como uma funilaria, e que depois se transformou em loja de tintas. “Eu participei do Elo do Futuro em 2019, logo quando comecei a me envolver nos negócios na Matiz Tintas. Sou extremamente grata a oportunidade e ouso dizer que tive muita sorte de ter feito o programa logo quando entrei efetivamente na Matiz.

Tudo porque, com apenas um ano de gestão, o programa abriu minha visão para muitas frentes do negócio e me fez questionar processos nos quais pude implementar mudanças que fizeram a diferença”, destaca Fernanda, arquiteta e engenheira por formação.

Já para Igor Jobim, da BMC Casa de Tintas, foi possível compreender as dinâmicas entre as primeiras gerações e as novas lideranças. E as maneiras de equilibrar a tradição com a inovação. “O Elo é maravilhoso. Estamos falando de um projeto necessário, e que traz conteúdos relevantes, ministrados por professores gabaritados. Faria de novo com certeza”, conta.

Networking

Igor Jobim destaca que a troca de experiências entre os participantes e os executivos da Suvinil proporcionou um enriquecimento mútuo, resultando em aprendizados significativos. “O programa formou uma rede, que se tornou valiosa fonte de suporte e inspiração, incentivando a continuidade do aprendizado e do desenvolvimento profissional”.

A BMC Casa de Tintas foi fundada na década de 1990 pelo avô de Igor. Hoje ela conta com seis lojas em Manaus (AM) e 110 funcionários, aproximadamente. Durante sua participação no Elo do Futuro, compreendeu hábitos de consumo, olhou para o setor online, bem como para as campanhas das lojas físicas. “Existem pontos das lojas onde os consumidores passam mais tempo e que, por isso, devem receber uma atenção especial”, explica.

Finalizando, no parecer de ambos os participantes do Elo do Futuro, o programa é um espaço seguro para reflexão e autoconhecimento. Afinal, os empresários têm a oportunidade de avaliar seus próprios e áreas de melhoria, identificando competências que precisavam desenvolver para enfrentar os desafios com assertividade.



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