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Veja 10 ações recomendadas pelos especialistas para investir em maio

Fonte: Lucas Andrade

A bolsa de valores brasileira enfrenta um momento desafiador nos primeiros meses de 2024. O Ibovespa, índice de referência do mercado local, acumula uma queda acima de 6% de janeiro a abril. Contudo, os agentes financeiros apontam que há oportunidades na renda variável. Assim, a Inteligência Financeira destaca dez ações recomendas pelos especialistas para investir agora em maio.

Em primeiro lugar, a nossa lista tradicionalmente prioriza papéis que entraram ou ganharam força nas carteiras do mercado para o mês. Nesse sentido, a seleção também envolve diferentes setores da bolsa e estratégias para cada perfil de investidor.

Ou seja, entre as ações recomendadas a seguir, você irá encontrar empresas do setor financeiro, de alimentos, da indústria, de commodities, entre outras.

Finalmente, também irá identificar papéis com potencial de valorização, que podem ser bons pagadores de dividendos e até mesmo defensivos para a sua carteira.

ITUB4

“Com base na expectativa da continuidade de resultados favoráveis – com o próximo a ser divulgado em maio – permanecemos com nossa indicação de Itaú Unibanco, entre as ações recomendadas.

Pois acreditamos que, dentre os grandes bancos de nossa cobertura, o Itaú segue sendo a opção mais equilibrada entre crescimento e rentabilidade, graças a um mix de crédito favorável, dividido entre perfis PF, PJ, Grandes Empresas e Varejo Alta Renda.

O prognóstico mais restritivo para o ambiente de política monetária, tanto doméstica quanto internacionalmente, foi agravado ao longo das últimas semanas.

O que pode acabar influenciando negativamente a perspectiva de um nível de inadimplência mais cadente, como o esperado no início do ano.

Ainda assim, calculamos impacto marginal neste momento para a situação operacional do Itaú, que permanece com boas dinâmicas.

Consideramos as quedas recentes das ações uma oportunidade de ingresso, neste momento, com risco até mesmo inferior ao dos meses anteriores.” (BB Investimentos)

ABEV3

“A Ambev está transitando de uma história de crescimento para uma história de valor, o que nunca é um processo fácil.

As ações têm se desvalorizado ao longo dos últimos anos e acreditamos que as preocupações relacionadas com o cenário competitivo num setor cada vez mais maduro continuam.

Grande parte da queda está alinhada com a visão que temos mantido nas ações há anos.

Mas com um dividend yield próximo de 8% e um desconto superior a 20% em relação aos pares globais, também parece seguro dizer que a maior parte deste processo de compressão de múltiplos está concluída.

Ainda não vemos catalisadores claros para uma expansão de múltiplos, mas nesses níveis, a Ambev pelo menos parece uma decisão defensiva, com quedas limitadas para se enfrentar o atual mercado avesso ao risco.” (BTG Pactual)

EMBR3

“Após um mês de março surpreendente para a Embraer, com entrega do guidance financeiro de 2023 e um representativo pedido firme de 90 aeronaves (mais 43 opções de compra) para a American Airlines, em abril foi conhecido as entregas do 1T24.

Essas foram fortes, com melhora significativa para jatos executivos (18 ante 8 no 1T23) – o maior número de aeronaves executivas no primeiro trimestre desde 2016.

Contudo, as 7 entregas de aeronaves comerciais ficaram abaixo da média dos últimos 5 anos (9% do guidance do ano, ante 13% na média dos 5 anos anteriores).

Isto sugere que as questões da cadeia de abastecimento ainda são as que mais prejudicam a aviação comercial.

No entanto, esperamos que a situação do fornecimento melhore gradualmente ao longo do ano, permitindo à Embraer cumprir a sua orientação de 72 a 80 aeronaves comerciais em 2024.

Além disso, em meio a piora (maior cautela com ativos de risco) no cenário macroeconômico, as condições do câmbio podem favorecer o fluxo para exportadores, como Embraer.” (Ágora)

BBSE3

“Incluímos BB Seguridade em nossa carteira Top 10 ações recomendadas. Após um forte ano de 2023, esperamos alguma acomodação no resultado de 2024.

Porém, com um retorno em dividendos bastante atrativo (de ~11%, um dos maiores no setor financeiro) BB Seguridade pode ser uma boa alternativa para investidores buscando alguma defesa em um cenário de maior volatilidade na bolsa.

Além disso, o principal risco para o ano, advindo dos efeitos do El Nino e La Nina sobre negócio de agro, parece precificado pelos investidores.” (Safra)

BRFS3

“A BRF é uma das principais empresas de produtoras de proteína in natura e congelados do mundo, fruto da fusão entre Sadia e Perdigão.

No Brasil, a BRF conta com 40% de participação de mercado nas categorias de alimentos processados, com uma penetração de 92% dos lares brasileiros.

Além disso, a companhia possui uma presença global e forte atuação em relevantes mercados para o consumo de proteína in natura, como Ásia e Oriente Médio.

Acreditamos que a companhia deva continuar atravessando um período de expansão sequencial de margens no primeiro semestre de 2024.

Principalmente diante da relevante queda no custo de grãos vista nos últimos meses.

Esperamos que a BRF se beneficie da injeção de capital concluída em julho, que juntamente à progressiva entrega do plano de eficiências operacionais, deve representar uma melhor conversão de caixa neste ano.” (Itaú BBA)

RAIZ4

“Incluímos a Raízen, uma empresa criada em parceria com a Shell e atuante no setor de energia, com destaque para os segmentos anunciados a seguir: renováveis, marketing e serviços, proximidade e açúcar.

Um dos grandes diferenciais da companhia em relação aos seus concorrentes é o avanço na produção de etanol de segunda geração, bioeletricidade, biogás e bioprodutos.

A divisão de marketing e serviços concentra-se na distribuição e venda de combustíveis para postos de gasolina da Shell, aeroportos e outros clientes business-to-business (B2B)

Nesse sentido, apresenta crescimento lucrativo com margens atrativas e um plano de expansão tanto em oferta de produtos quanto em frequência.

Além disso, a divisão inclui lojas de conveniência sob as marcas OXXO e Shell Select.

Na divisão de açúcar, a empresa avança em seus projetos em escala e consiste na produção de açúcar em diversas formas, como cristalino, líquido, refinado, orgânico e Polarização Muito Alta (VHP), entre outros.

Adicionalmente, a Raízen atua no Brasil e em outros países da América Latina e deverá se beneficiar tanto de uma eventual recuperação gradual dos preços do açúcar no mercado internacional.

Quanto da expectativa de uma menor exportação por parte de seus concorrentes e de um maior percentual permitido na mistura da gasolina vendida.

Graficamente, o papel permanece em uma região de suporte mensal e apresenta a possibilidade de formação de um fundo duplo, com alvos em R$ 3,50 e R$ 3,90.” (MyCAP)

HYPE3

“Hypera é um conglomerado brasileiro, com sede em São Paulo, fundado em 2002 e que tornou-se uma das maiores proprietárias de marcas do país. Está entre nossas ações recomendadas.

Atua em diversos setores do mercado de consumo, com marcas como Assolan, Monange, Paixão, Risqué, Lucretin, Benegrip, Apracur, Doril, Lisador, Engov, Gelol, Zero-Cal, Bozzano, Jontex, Olla, Niasi e Cenoura & Bronze.

A empresa tem se empenhado na redução nos investimentos em ativos fixos (capex) e melhorias nas operações de capital de giro da empresa.

Nessa linha, acreditamos que Hypera continuará com forte geração de caixa e ao longo de 2024 expandindo os lucros. Preço-alvo em 12 Meses: R$ 40,00.” (Terra Investimentos)

IGTI11

“O cenário macroeconômico tem sido desafiador para os varejistas, mas, como a Iguatemi possui um portfólio premium e dominante de shopping centers e vem apresentando um sólido desempenho operacional.

As vendas cresceram mais entre as empresas de shopping centers no 4T23 (vendas dos lojistas cresceram cerca de 12% a/a). Assim, a empresa deve continuar apresentando bons números.

Além disso, a Iguatemi tem feito um excelente trabalho na redução de custos e despesas recentemente.

Especialmente com a iniciativa de comércio eletrônico Iguatemi365, que deve impulsionar o seu lucro líquido daqui para frente.

Esperamos que a reforma tributária impacte negativamente os operadores de shopping centers (a proposta ainda está sujeita a mudanças), mas que não altere os sólidos fundamentos do setor.

Com as ações em queda de -13% desde o início do ano e negociando a um valuation muito atraente (~9x P/FFO estimado para 2024; ~11,5% de TIR real). Então, a empresa é uma das nossas ações recomendadas.” (BTG Pactual)

VBBR3

“Em termos operacionais, a Vibra tem perdido market share nos últimos meses, mas vem compensando isso com excelentes margens de comercialização, mantendo a liderança no setor. Por isso ela está entre nossas ações recomendadas.

A companhia ainda tem potencial de crescimento adicional (em relação às nossas projeções) com os futuros resultados advindos da atuação nos segmentos de comercialização, prestação de serviços e geração de energia renovável

Que devem trazer oportunidades de sinergias e diversificação para as receitas.

A Vibra também atingiu um nível de alavancagem confortável, após um período mais crítico devido à aquisição da Comerc, o que abriu espaço para a companhia elevar o nível de pagamento de dividendos.” (BB Investimentos)

MOVI3

“A Movida (MOVI3) é a segunda maior locadora de veículos e frotas do Brasil, tanto em tamanho de frota como em receita, operando também na venda de veículos seminovos.

A companhia, que está entre nossas ações recomendadas, possui forte posição de negócios, sustentada por sua relevante escala, positivo desempenho operacional e presença nacional.

Após uma fase de recuperação da rentabilidade, em meio a um cenário de alta volatilidade no preço dos seminovos no período pós-pandemia de Covid, a Movida agora parece no caminho certo para voltar a entregar um spread do RoIC positivo – entre 4 pp e 7 pp –, à medida que o mercado de seminovos se recupera, enquanto negocia a aproximadamente 8x o múltiplo P/L esperado para 2024 (um desconto significativo em relação aos pares) e 1x o múltiplo EV/Frota.

Para o 1T24, a Movida deve ser o destaque do setor de aluguel de veículos, com EBITDA 7% acima do esperado pelo consenso, apoiado por uma melhoria na margem EBITDA de 4 pp no segmento de aluguel, devido à maior eficiência e menores custos de manutenção devido à frota mais nova.

Esperamos ainda que a empresa apresente aceleração nas vendas de veículos usados e crescimento no negócio de gestão de frotas (GTF).” (Ágora)

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