Itaú BBA elege melhores investimentos isentos de Imposto de Renda no momento; veja quais

Fonte: Aluisio Alves
Itaú BBA elege melhores investimentos isentos de Imposto de Renda no momento; veja quais
Notas de real. Foto: Priscila Zambotto/Getty Images

O Itaú BBA publicou nesta sexta-feira (15) uma seleção do que considera ser as melhores opções de investimentos isentos de Imposto de Renda em março.

A lista de investimentos isentos de IR inclui papéis da operadora de logística Rumo (RAIL3), da geradora de energia Engie (EGIE3) e do grupo de saúde Rede D’Or (RDOR3).

O levantamento considera papéis que oferecem bons pontos de entrada, mas para montagem de posições de longo prazo.

Primeiramente, a equipe liderada por Ciro Matuo considerou apenas emissões (CRIs, CRAs e debêntures) com ratings entre AA e AAA.

Além disso, fazem parte da seleção apenas emissores que divulgam resultados trimestralmente. E a emissão tem que ter ao menos R$ 150 milhões no mercado.

No caso de projetos, o BBA considerou títulos com garantia de uma holding de baixo risco de crédito ou de emissores que possuam histórico de operações do tipo.

Emissor/código Tipo do papel Vencimento Rentabilidade de referência Rating
Rumo
(RUMOA2)
Debênture 15/02/2029 IPCA + 5,6% ao ano AAA
Engie
(EGIE29)
Debênture 15/07/2029 IPCA + 5,9% a.a. AAA
Rota das Bandeiras
(CBAN12)
Debênture 15/07/2034 IPCA + 6,4% a.a. AAA
Rota das Bandeiras
(CBAN52)
Debênture 15/07/2034 IPCA + 6,4% a.a. AAA
Rede D’Or
(23H0027404)
CRI 15/08/2033 IPCA + 6,3% a.a. AAA
Rumo
(RUMOB5)
Debênture 15/12/2035 IPCA + 6% a.a. AAA
Transmissão Paulista
(TRPLB4)
Debênture 15/10/2038 IPCA + 5,9% a.a. AAA
Smartfit
(22J0344557)
CRI 15/10/2029 CDI + 1,4% a.a. AA
Fonte: Itaú BBA

Menos emissões, mais cuidado

O número de emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) caiu fortemente nas últimas semanas.

Isso porque as restrições implementadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) restringiu o universo de instituições que podem fazê-lo.

No caso das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e das Letras de Crédito Imobiliário (LCI), uma das principais mudanças foi o alongamento dos prazos.

Dessa forma, a rentabilidade dos chamados papéis incentivados no mercado têm caído para níveis muito próximos aos oferecidos pelos títulos públicos, como NTN-Bs, consideradas de menor risco.

Pelos cálculos da equipe do BBA, as taxas médias desses papéis caíram de 0,3 a 0,4 ponto percentual desde janeiro.

Assim, Ciro recomenda que os investidores observem com mais cuidado se vale a pena comprar agora papéis de renda fixa privada.

Na caso das debêntures, não atingidas pelas mudanças do CMN, o estrategista oferece outro alerta: cuidado ao fazer a transição entre tipos de papéis.

Além de o prazo das debêntures em geral ser maior, a análise de risco do emissor também tem ingredientes distintos, alertou.

“Isso vale principalmente para os investidores que estavam usando LCI e LCA como reserva de emergência”, afirmou o estrategista.

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