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Ibovespa recua com declínio de commodities e previsões para Selic; dólar tem leve alta | InvestNews

Fonte: Reuters

A bolsa paulista operava em baixa nesta terça-feira (23), marcada pela queda de commodities como o minério de ferro e o petróleo no exterior, enquanto pesquisa Focus do Banco Central mostrou aumento nas estimativas para a Selic neste ano e em 2025.

Às 10h06, o Ibovespa caía 0,56%, a 124.865,45 pontos. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 12 junho, mostrava queda de 0,92%.

O dólar subia ligeiramente frente ao real nesta terça-feira, com investidores à espera de dados econômicos norte-americanos e foco nas perspectivas para o ritmo de afrouxamento monetário tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

A moeda norte-americana à vista subia 0,32%, a R$ 5,1862 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,13%, a R$ 5,182 na venda.

Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 5,1697 na venda, em queda de 0,56%, bem distante de patamares intradiários próximos de R$ 5,29 que atingiu na semana passada.

“Alguns modelos de curto prazo que apostam na valorização do real enxergam espaço para (o dólar) poder voltar ao patamar de R$ 5, e momentos de menor volatilidade, como esta semana, podem contribuir para uma possível correção de distorções, várias posições vendidas na moeda podem estar sendo desfeitas”, disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.

O sentimento global de fato se mostrava bem mais ameno no início desta semana, depois de dias muito turbulentos, com investidores se mostrando aliviados pelo assentamento das tensões no Oriente Médio depois que o Irã não respondeu a uma retaliação de Israel em resposta a ataques iranianos realizados há pouco mais de uma semana.

Isso abriu espaço para a recuperação do apetite por risco, mas o otimismo do mercado era limitado pela cautela antes da divulgação de dados do índice de inflação PCE, o preferido do Federal Reserve, na sexta-feira. Após números de preços ao consumidor deste mês, os mercados adiaram apostas num primeiro corte de juros pelo Fed para setembro, impulsionando o dólar globalmente.

Na quinta-feira, também serão divulgados os dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referentes ao primeiro trimestre.

(Por Paula Arend Laier)

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