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Ibovespa fecha em queda com pressão de Petrobras e Eletrobras; dólar encosta nos R$ 5,10 | InvestNews

Fonte: Reuters

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em baixa nesta quinta-feira, com pressão negativa de Eletrobras e Petrobras contrapondo o movimento de alta em Wall Street, ainda com cautela em relação ao momento do primeiro corte de juros pelo Federal Reserve.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,47%, a 127.446,78 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 128.051,34 pontos. Na mínima, a 127.069,43 pontos.

O volume financeiro somava 16,9 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Dólar

O dólar encontrou certo alívio no anúncio de uma inflação ao produtor mais fraca que o esperado nos EUA, mas ainda assim se recuperou durante a sessão e fechou novamente em alta, perto dos 5,10 reais, em meio a apostas de que o Federal Reserve adiará o início do corte de juros para julho ou setembro.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0908 reais na venda, em alta de 0,24%. Este é o maior valor de fechamento desde 9 de outubro do ano passado, quando foi cotado a 5,1315. Em abril, a divisa acumula elevação de 1,50%.

Às 17h15, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,44%, a 5,1005 reais na venda.

Na quarta-feira, o dólar à vista já havia avançado 1,44% ante o real, após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subir 0,4% em março, acima do esperado, disparando um forte movimento de reprecificação de cortes de juros nos EUA. A curva de juros norte-americana passou a indicar que o corte pode vir em setembro — bem mais tarde do que era esperado no início do ano.

Nesta quinta-feira, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA trouxe um pouco de alívio, ao subir 0,2% em março, após aumento não revisado de 0,6% em fevereiro. Economistas consultados pela Reuters previam aumento de 0,3% no mês passado.

O PPI pouco abaixo do esperado tirou um pouco de força do dólar ante as demais moedas, incluindo o real. Às 9h39, pouco depois do anúncio, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 5,0587 reais (-0,39%).

No entanto, a queda não durou, porque o efeito do CPI ainda permeava os negócios em todo o mundo. Os rendimentos dos Treasuries de dez anos — referência global de investimentos — se mantinham em níveis elevados, acima dos 4,50%, o que deixava pouco espaço para uma queda consistente do dólar.

Às 11h20, o dólar à vista marcou a cotação máxima de 5,0919 reais (+0,26%).

“O dólar hoje está acompanhando bem o exterior depois do PPI, que veio abaixo do esperado. A moeda norte-americana caiu, depois se valorizou. Quem comanda o jogo é o CPI”, resumiu Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora.

Falas de autoridades do Fed ao longo do dia reforçaram recado de que não há pressa em cortar os juros. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse que “as perspectivas futuras são incertas e precisaremos continuar dependentes dos dados”.

Já o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, disse que os últimos dados de inflação mostram que o banco central “ainda não está onde queremos”, enquanto a presidente do Fed de Boston, Susan Collins, afirmou que a força da economia dos EUA e o recuo desigual da inflação são argumentos contrários a um impulso de curto prazo para reduzir a taxa básica de juros.

No fim da tarde o dólar também sustentava leves altas ante outras divisas de emergentes e exportadores de commodities, como o peso colombiano e o peso chileno, mas recuava ante moedas como o dólar australiano e o peso mexicano.

Às 17h15, índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,06%, a 105,260.

Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem dos vencimentos de junho.

À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 684 milhões de dólares em abril até o dia 5, com saídas líquidas de 3,659 bilhões de dólares pela via financeira e entradas de 4,111 bilhões de dólares pelo canal comercial.

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