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Copom reduz taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 10,50% ao ano

Fonte: Pedro Knoth
Copom reduz taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 10,50% ao ano
BC corta Selic pela sétima vez seguida. Foto: Adriano Machado/Reuters

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu baixar a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, em 0,25 ponto percentual, a 10,50% ao ano. Assim, o BC quebra a série de seis cortes consecutivos de 0,50 p.p. realizados desde agosto de 2023, mas continua o ciclo de cortes ao reduzir a taxa pela sétima vez seguida. Assim, a Selic chega ao menor nível desde dezembro de 2021.

A queda de 0,25 p.p. era prevista pela maioria dos economistas e analistas do mercado financeiro consultados pela Inteligência Financeira.

Na última vez em que baixou a taxa de juros, para 10,75% ao ano, membros tomaram a decisão em acordo.

O Copom toma sua decisão sem, horas antes, uma direção dada pelo Federal Reserve, banco central americano. Geralmente, os dois bancos centrais ditam os rumos da política monetária no mesmo dia, conhecido como Super Quarta.

Analistas avaliavam que a decisão da autoridade monetária brasileira estava pressionada pela desinflação continua da economia. O IPCA-15 encerrado em abril chegou a 3,73%, abaixo das expectativas do mercado.

O indicador foi vistor por economistas como uma “surpresa positiva” para que o Copom mantivesse o mesmo nível de corte de juros.

Cenário internacional pressionava decisão

Por outro lado, o cenário da economia dos Estados Unidos fez pressão oposta: a resistência da inflação americana pressionou o mercado brasileiro.

Mas dados do mercado de trabalho americano na semana passada aumentaram o otimismo com os cortes do Copom de hoje. No último payroll, os Estados Unidos criaram menos empregos que o esperado, o que pode também levar o Fed a antecipar cortes de juros para setembro.

Em seu último comunicado, além de abandonar o guidance plural de cortes de 0,50 p.p., o Copom destacou incertezas no cenário internacional.

Por outro lado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que esperava um corte de juros. De acordo com o chefe da pasta, o crescimento saudável da economia dependia de mais um corte de juros.

“Estamos trabalhando dentro da banda da meta de inflação pelo segundo ano e com certo conforto”, disse Haddad.

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