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Dólar renova recorde, vai a R$ 5,18, e Ibovespa tenta recuperação com commodities

Fonte: Raphael Coraccini

A bolsa de valores hoje tenta reagir depois das perdas no início do pregão. Enquanto isso, o dólar segue aumentando seus ganhos, impulsionado também por dados da economia americana divulgados nesta segunda-feira (15) e por conta do recrudescimento do conflito no Oriente Médio.

Nesse sentido, por volta do horário do almoço, o Ibovespa subia 0,06%, a 125 672.90 pontos.

“O forte suporte em 124.800 pontos é o ponto chave dessa discussão. Caso seja perdido, o índice abrirá caminho para mais quedas e encontrará suportes em 120.000 e 111.600 pontos”, diz Fábio Perina, estrategista de ações do Itaú BBA.

Dólar hoje

Simultaneamente, o dólar volta a emplacar novo recorde, subindo 1,28% no horário mencionado. Com isso, a moeda norte-americana alcança R$ 5,1842, maior patamar intradiário para o ano.

Após breve queda na abertura, o dólar passou a subir na manhã acompanhando o fortalecimento dos juros dos Treasuries após as vendas no varejo nos Estados Unidos virem acima do esperado em março e de olho no noticiário fiscal interno.

Ações de commodities sustentam Ibovespa

O que tem sustentado a recuperação do Ibovespa neste pregão são as companhias de commodities. A BRF (BRFS3) liderava ganhos, com mais de 10% de alta, seguida pela Marfrig (MRFG3), que avançava 6%.

As siderúrgicas e mineradoras também subiam, com destaque para Gerdau Metalúrgica (GOAU4: +5,7%) e Gerdau (GGBR4: +4,8%).

A Vale (VALE3) subia 1,70%.

No segmento de petróleo e gás, a Petrobras avançava 1,41% (PETR3) e 0,67% (PETR4).

Vendas no varejo nos EUA impactam a bolsa de valores hoje

Nos Estados Unidos, entre os indicadores, as vendas no varejo subiram 0,7% em março ante fevereiro, acima da previsão dos analistas (+0,4%). Sem automóveis, as vendas no varejo avançaram 1,1% em março ante fevereiro. Já o índice de atividade industrial Empire State apontou -14,3 em abril, ante estimativa no mercado de -7.

A bolsa de valores hoje abriu em queda por conta desses dados e das perspectivas relacionadas ao cenário global e guerra no Oriente Médio.

Balanços e falas do Fed

Antes de abordar a questão da guerra, vale lembra que, esta semana marca o início da temporada de resultados nos EUA referente ao primeiro trimestre.

Nesse sentido, revelam seus números trimestrais grandes corporações como Goldman Sachs, Bank of America, Johnson & Johnson, Morgan Stanley, UnitedHealth Group, Blackstone, Taiwan Semiconductor Manufacturing, Netflix, American Express e Procter & Gamble.

O Goldman Sachs teve lucro líquido de US$ 4,13 bilhões no primeiro trimestre de 2024, 28% maior do que o ganho de US$ 3,23 bilhões apurado em igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira.

Além disso, o mercado financeiro aguarda com expectativa as próximas declarações de diversos oficiais do Federal Reserve ao longo da semana, “em busca de maior precisão sobre as futuras diretrizes de política monetária”, destaca  a Guide.

Preço do petróleo

Além disso, o conflito no Oriente Médio colocou os mercados sob alerta e fez disparar apostas em ativos de proteção, como dólar e ouro. “Hostilidades recíprocas durante o fim de semana intensificaram o temor de um conflito regional mais amplo”, avalia a Guide em relatório.

Ainda assim, os ataques protagonizados pelo Irã não significaram um avanço irrecuperável da guerra, mas sim como algo pontual, com o Irã fazendo demonstração de força sem, a princípio, desdobramentos mais sérios.

Com isso, os futuros do petróleo brent registram queda, ficando abaixo dos níveis de US$ 90,00 por barril.

Ouro em patamares históricos

Além disso, o ouro apresentou uma valorização de 0,6%, atingindo aproximadamente US$ 2.355 por onça, “aproximando-se novamente de seus patamares recordes em face das crescentes tensões no Oriente Médio, precipitadas pelos ataques de drones iranianos contra Israel”, explica a Guide.

China também deve impactar Ibovespa

A bolsa de valores hoje também é afetada pela China, o banco central chinês, conhecido como PBoC, manteve a taxa da linha de empréstimo de médio prazo em 2,5%, sugerindo que seus juros principais também ficarão inalterados.

Além disso, a segunda maior economia do mundo será destaque na semana com a divulgação de seu crescimento do PIB do terceiro trimestre.

Há ainda a divulgação de dados de produção industrial, vendas no varejo, preços de imóveis e investimentos em ativos fixos do gigante asiático. Isso tudo pode mexer com o Ibovespa ao longo da semana.

Com informações do Estadão Conteúdo

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