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Auxílio Reconstrução: Governo vai pagar R$ 5,1 mil para famílias no Rio Grande do Sul

Fonte: Redacao IF

O governo federal anunciou nesta quarta-feira uma ajuda de R$ 5.100 para famílias afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o pagamento do Auxílio Reconstrução será feito “a todas as pessoas que perderam seus objetos” mediante comprovação do endereço.

A comprovação do endereço será feita pela Caixa mediante cruzamento de dados com documento oficial de checagem emitido pelas Defesas Civis das prefeituras para que o auxílio seja pago “automaticamente”.

Segundo o ministro, os benefícios pagos devem somar R$ 1,2 bilhão.

Costa anunciou ainda a possibilidade de um saque de até R$ 6.220 do FGTS para as pessoas afetadas e a incorporação, pelo Ministério do Desenvolvimento Social, de 21 mil famílias do Estado ao Bolsa Família.

Compra de imóveis

O governo federal anunciou ainda a compra “assistida” de imóveis usados para as famílias gaúchas que perderam suas casas nas enchentes das últimas semanas.

“Vamos fazer a compra assistida de imóveis usados para 100% dos que perderam suas casas”, disse Rui Costa.

“Aquelas pessoas que estão em abrigo ou nas casas de familiares já podem procurar uma casa à venda. O governo federal vai comprar a casa, via Caixa, e entregar à pessoa”, explicou.

Rui Costa disse que a compra será limitada ao teto das faixas 1 e 2 do Minha Casa Minha Vida.

“Mas as pessoas podem elas mesmas procurar [por uma casa] para a gente atender essa demanda imediata. As pessoas que quiseram vender suas casas também podem procurar a Caixa porque vamos repassar às famílias”, disse.

Outra medida no campo da habitação será a suspensão por seis meses do pagamento do Minha Casa Minha Vida nas cidades atingidas.

Ele disse ainda que todas as casas que estavam para leilão, nas cidades atingidas, terão a quitação feita pelo governo federal, que “entregará às famílias que precisam das casas”.

“Identificamos 600 casas nessas cidades que iam a leilão e já retiramos elas do leilão para repassar às famílias atingidas”, disse. “Além disso, identificamos 14 mil casas e apartamentos sendo construídas [na região].

Segundo Rui Costa, “se mesmo assim, não for possível atender à demanda, lançaremos um novo chamanento ao mercado imobiliário”.

“Temos também a possibilidade de reformar prédios comerciais que possam ser transformados em prédios residenciais”, afirmou.

Rui Costa anunciou também a antecipação de 100% do pagamento do abono salarial e a liberação de duas parcelas adicionais do Seguro Desemprego para os beneficiários do Estado.

Outra medida será a antecipação para o pagamento da restituição do Imposto de Renda para os contribuintes gaúchos. A estimativa do governo é de liberação de R$ 1,1 bilhão com a medida.

Ajuda em menos de 24h

Já o ministro da secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, nomeado autoridade federal para a calamidade no Rio Grande do Sul (RS) afirmou que o governo tem “consciência e noção” da responsabilidade que tem pela frente. “Não podemos falhar em nenhuma hipótese”, disse.

Além disso, o ministro ressaltou que, desde o primeiro momento, o governo federal tem trabalhado em “absoluta sintonia” com o governo do Estado e que o presidente Lula possui um compromisso com o Rio Grande do Sul.

“Hoje, anunciamos aqui o mais importante plano de apoio a uma situção de catástrofe”, destacou.

Pimenta acompanha Lula em viagem ao território gaúcho para o anúncio de medidas de apoio ao Estado. De acordo com ele, os prefeitos das cidades atingidas pelas chuvas poderão enviar um ofício e receber ajuda humanitária em menos de 24 horas.

“Nós já pagamos mais de R$ 100 milhões em ajuda humanitária para que os prefeitos possam garantir água, colchão, banheiro químico”, disse. Até agora, o auxílio já foi liberado para 75 municípios.

Pimenta afirmou, ainda, que mais de 150 gaúchos estão desaparecidos. “A única coisa que não temos condição de devolver para o nosso povo são as vidas perdidas”, disse.

Além disso, aproveitou para alertar que as águas ainda estão subindo da região metropolitana do Estado, “muitas casas ainda estão embaixo d’água e pessoas estão desaparecidas”, lamentou.

Com informações do Valor Pro, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico

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