A maioria dos empresários reclama que não encontra gente boa. Frank resolveu esse problema de forma radical: parou de procurar.
Hoje, sua empresa fatura múltiplos sete dígitos por mês com menos de cinco pessoas. O resto? Inteligência artificial. Mais de cem agentes trabalhando 24 horas por dia, sete dias por semana, sem férias, sem atestado, sem mimimi.
E o mais polêmico: uma dessas IAs atua como CEO da operação.
Do garimpo ao laboratório de IA
Frank nasceu no garimpo da Serra Pelada e cresceu no interior do Maranhão, vindo de uma família de extrema pobreza. Aos nove anos teve que sair de casa para ajudar no sustento e criou seu primeiro negócio com tecnologia. Formou-se engenheiro eletricista, tornou-se piloto, trabalhou em multinacionais, fundou startups.
Há alguns anos, o negócio travou. As vendas aconteciam, mas a operação não acompanhava. Atendimento lento, dificuldade de contratar, custos subindo.
“Minha operação estava travada. Eu não tinha tempo, não tinha gente, não achava pessoas para trabalhar, publicava vaga, de 100 pessoas que se cadastravam, só 5 apareciam na entrevista. Precisava destravar isso ou ia quebrar”, conta.
A solução veio da inteligência artificial.
O primeiro lançamento 100% operado por IA no Brasil
Frank não acreditava em IA. Achava modinha, mais um hype, mais um delírio coletivo como foi NFT, metaverso etc. Mas quando a água bateu na bunda, testou a fundo.
Começou automatizando processos simples. Atendimento, suporte, conteúdo. Percebeu que a IA entregava melhor resultado que 80% dos humanos. Partiu para vendas, gestão, análise de dados.
Até que veio a decisão mais ousada: existe uma tese no Vale do Silício de que em pouquíssimo tempo haverá empresas valendo 1 bilhão de dólares com no máximo 5 pessoas e o restante sendo IA.
Frank viu isso e criou um desafio para si mesmo: fazer um lançamento digital operando a empresa 100% com agentes de IA, sem nenhum ser humano na operação.
Mais de cem agentes de IA atuando ao mesmo tempo. Planejamento, execução, vendas, pós-venda. Apenas uma pessoa supervisionando.
Custos reduzidos, operação rodando sozinha, ROI de 3.900%, um sucesso.
Como funciona uma IA CEO
O que Frank criou não é um chatbot sofisticado. É um cérebro central conectado a todas as áreas do negócio.
A IA tem acesso em tempo real a métricas de marketing, vendas, produto e atendimento. Participa de reuniões, transcrevendo e analisando. Está nos grupos de WhatsApp e Slack, monitorando conversas. Conhece o planejamento estratégico: quanto precisa faturar no mês, na semana, no dia.
Além dos dados internos, acessa informações externas. Monitora concorrentes, analisa sazonalidades, identifica oportunidades no mercado.
Com tudo isso, ela age. Cria tarefas para a equipe. Cobra execução. Redistribui prioridades. Coordena os outros agentes de IA.
“Confesso que ela é bem chata e incisiva. Típico de um CEO raçudo. Pedimos para ela ser assim”, admite Frank.
A vantagem? Ela é 100% racional. Não tem dia ruim, não toma decisão emocional. Apenas analisa dados e executa.
O caso que provou que funciona: Xsales
A metodologia foi testada em outras empresas. O case mais emblemático é a Xsales, solução interna que Frank criou para empresas parceiras.
O problema: vendedores gastavam 70% do tempo em tarefas administrativas e apenas 30% vendendo. Odiavam preencher CRM, atrasavam relatórios, perdiam informações.
A solução foi criar uma camada de IA que rastreia toda a jornada do cliente, do clique no anúncio até o pós-venda.
A IA escuta WhatsApp, ligações, videoconferências. Se o vendedor mencionou que enviaria uma proposta em determinada data, ela cria automaticamente. O vendedor não preenche mais nada.
Mais que isso: ela monitora o funil de vendas em 360 graus e diz ao vendedor exatamente o que fazer.
Antes, no final do mês, vendedor levantava uma lista de 200 leads sem critério e saía atirando para todos os lados.
Hoje: “Amiga, hoje é dia 25, preciso fazer 10 vendas até dia 30. Me traga o que tenho que fazer.”
A IA responde com precisão cirúrgica: quais leads abordar, como fazer a abordagem, qual argumento usar.
Durante a venda, se o lead tem uma objeção, aparece na tela como quebrá-la em tempo real. Se o vendedor está na fase de abertura e já fala de preço, um alarme dispara alertando que não é o momento.
O resultado? O tempo para um vendedor novo começar a performar caiu pela metade. De três meses para seis semanas.
O futuro já chegou (e você está atrasado)
Sabe aquele momento em que você olha para trás e pensa: “putz, podia ter começado antes”?
É exatamente o que está acontecendo agora. Estamos no lugar certo, na hora certa. E daqui a dois anos, você vai lembrar deste momento.
Muita gente está falando que IA é uma bolha. Não vou entrar nessa discussão. Porque independente de ser bolha ou não, a tecnologia veio para ficar e está mudando rápido demais.
Deixa eu te dar um exemplo prático: imagina o seu vendedor entrando numa reunião sabendo apenas o nome e telefone do cliente. Do outro lado, o vendedor do seu concorrente entra sabendo que o cliente tem dois filhos, que o mais novo acabou de nascer, que ele posta sobre futebol no Instagram, que atende melhor às terças de manhã, que tem perfil comportamental analítico e prefere dados a papo.
Qual dos dois você acha que vai fechar a venda?
Um está fazendo vendas. O outro está virando amigo antes mesmo de começar a conversa.
E isso não é futuro. É hoje. Agora.
Frank é direto: “Quem não usar IA vai ser engolido e atropelado por quem já está usando. É como brigar de faca contra metralhadora. Pode até ter coragem, mas não tem chance.”
A pergunta que fica não é se você contrataria uma IA para ser seu chefe.
É: quanto tempo você ainda tem antes de não ter mais escolha?







