O caso levantou debate sobre até onde vai o protagonismo dos colaboradores nas redes sociais — e o limite entre engajamento orgânico e normas internas

Zarita Robinson (@zrob360), funcionária da rede de supermercados HEB, no Texas, nos Estados Unidos, conquistou mais de 10 mil seguidores no TikTok ao mostrar cenas do dia a dia na loja — de conversas com clientes a músicas improvisadas sobre promoções. Os vídeos, gravados no salão de vendas, transformaram a rotina do mercado em conteúdo e renderam à colaboradora uma legião de fãs.
Perto do Natal, porém, Robinson publicou um vídeo que soou como despedida: disse ter recebido orientação para não postar mais conteúdos relacionados ao trabalho. “Só quero agradecer a todos que me apoiaram e me acompanharam. Foi uma jornada incrível, e não termina aqui. Deus tem outros planos”, afirmou. Na legenda, acrescentou que a empresa havia vetado postagens sobre o emprego.
A criadora de conteúdo vinha documentando a rotina desde 2022 — primeiro, interações espontâneas; depois, pequenas performances musicais sobre produtos da loja. A espontaneidade gerou identificação: clientes passaram a comentar que iam ao supermercado esperando encontrá-la.
A reação do público foi imediata. Nos comentários, seguidores criticaram a decisão. “HEB, como vocês se atrevem?”, escreveu uma usuária. “Essa mulher tem um espírito tão lindo!”, publicou outra. Já outros internautas lembraram que, no ambiente corporativo, há regras: “Nenhum parceiro pode postar nas redes sociais enquanto estiver no trabalho”, disse uma cliente, citando normas internas.
Pouco depois, o cenário mudou. Robinson voltou ao TikTok com performances sobre produtos sazonais e, em comunicado ao jornal Chron, a empresa afirmou ter recuado da decisão:
“Embora tenhamos políticas rigorosas de segurança alimentar que nossos parceiros devem seguir, os vídeos de Zarita serão retomados. Esperamos que ela continue espalhando positividade e alegria”, afirmou a empresa.







