A Mani, startup de planejamento financeiro e consultoria de investimentos, acaba de anunciar a captação de R$ 3 milhões em sua primeira rodada de investimento. O aporte, liderado pelo fundo Stamina Ventures, contou com a participação de nomes como Bernardo Parnes, ex-presidente do Deutsche Bank na América Latina, do Bradesco BBI e do Merrill Lynch; Carlos Tristan, fundador da Squid; e Daniel Roesler, da Galeria Nara Roesler. O montante será utilizado para digitalizar o wealth management (gestão de patrimônio) e investir no growth marketing da empresa. A ideia é verticalizar a jornada de investimentos com tecnologia proprietária.
André Bain, um dos fundadores da Mani, explica que o aporte vai dar à empresa fôlego financeiro de 24 meses. Nesse intervalo, a estratégia é ambiciosa: alcançar o ponto de equilíbrio e chegar a um faturamento anualizado de R$ 4 milhões, apoiado em uma base de aproximadamente 500 clientes. A startup ainda é chefiada pelos outros dois fundadores, o engenheiro Nadav Peretz, e o especialista do setor financeiro, Bernardo Faria.
Criada em julho de 2025, a Mani nasceu do desejo de resolver problemas no mercado de investimentos brasileiro, como conflitos de interesses e custos elevados. Além disso, a idealização vem da observação de cenários sociais e experiências vivenciadas por dois dos fundadores no que diz respeito ao planejamento financeiro. Bain e Faria contam que precisaram auxiliar familiares próximos que não entendiam a linguagem dos números e impactos da falta de organização no médio a longo prazo.
“A nossa ideia era atacar uma questão que enxergamos como um dos grandes problemas do país, que são as finanças pessoais e o planejamento do futuro. A expectativa de vida aumentou e acreditamos que vai ser um desafio social muito grande, já que a previdência não está evoluindo na mesma velocidade. Será um desafio para cada família garantir que todos tenham o seu sustento nessa longevidade. Então, olhamos esse contexto social, do mercado [bancos, corretoras, assessores] e das nossas próprias vivências. Muita gente acaba não se preparando e tomando as melhores decisões”, diz Bain.
Bain destaca que a plataforma oferece um serviço personalizado com foco em decisões sofisticadas, segurança e eficiência. A plataforma já atendeu mais de 120 pessoas desde a fundação. Bain reforça que a atuação da Mani é 100% independente e alinhada aos interesses dos clientes. A partir disso, ele acrescenta que a proposta é verticalizar toda a jornada financeira.
“Queremos construir uma nova lógica de pensar e gerenciar investimentos, de um jeito realmente simples e sofisticado. Nós colocamos tudo numa mesma plataforma digital, do planejamento financeiro que equilibra curto e longo prazo até a sucessão e proteção internacional”, afirma.
Dinâmica
Quanto ao funcionamento, Faria explica que o principal diferencial é a tecnologia que alia a inteligência artificial ao suporte humano. “A ideia é colocar mais ciência e menos apostas em cada carteira. Usamos IA como uma ponta de relacionamento super prática, direto no WhatsApp. Mas toda a lógica de investimentos, a alocação de ativos e a decisão final ficam a cargo de humanos”, pontua.
O método da plataforma, focado na organização da jornada financeira, envolve seis níveis de objetivos: reserva de emergência, objetivos de vida, longevidade e liberdade, sucessão, diversificação internacional e convicções pessoais.
A plataforma cobra uma porcentagem fixa e transparente do patrimônio dos clientes. “Não recebemos comissões, incentivos, rebates, etc. É o chamado modelo de Fee Fixo. Ele alinha o incentivo da Mani ao do cliente”, diz Bain.
Atualmente, a cobrança começa em 0,9% ao ano e diminui conforme o patrimônio do cliente. “Mesmo na faixa de 0,9% ao ano, o cliente paga menos do que no modelo de comissão, e ainda tem um aconselhamento mais personalizado e alinhado”, reitera.







