Quem é o criador do Inhotim, o único destino brasileiro na lista do NYT de lugares para conhecer em 2026

Fonte: Redação

Na última terça-feira (6/1) o jornal The New York Times divulgou seu ranking de 52 lugares para conhecer em 2026. Na lista, um único destino brasileiro foi mencionado: o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), na 24ª posição. Por trás da criação do local, que é um museu a céu aberto, está o empresário Bernardo Paz.

O espaço se define como um museu de arte contemporânea e jardim botânico. Atualmente, o Inhotim é uma organização sem fins lucrativos, mantida com recursos de doações de pessoas físicas e jurídicas – diretas ou por meio das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura –, pela bilheteria e realização de eventos. O local foi idealizado por Paz na década de 1980 e nasceu oficialmente em 2006.

Ao todo, são 140 hectares de visitação, dentro de 24 galerias e ao ar livre, em meio a um jardim com mais de 4,3 mil espécies botânicas vindas de todos os continentes. São cerca de 1.860 obras de mais de 280 artistas, de 43 países.

Nascido em Minas Gerais em 1949, Paz também foi dono da Itaminas, negócio composto por 29 empresas focadas nas áreas de mineração e siderurgia. Em 2010, a Itaminas foi vendida por US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,4 bilhões na cotação atual) para o grupo chinês ECE. Atualmente, a empresa está sob o comando de dois sócios, Argeu Geo e Rodrigo Gontijo, cada um com 50% da companhia. Daniel Vorcaro, do banco Master, também tinha participação no negócio, mas vendeu sua fatia no ano passado.

Além da mineração, a família de Paz é conhecida como colecionadora de arte. O interesse rendeu a Paz o título de Colecionador do Ano em 2008 na Arco, feira internacional de arte contemporânea realizada na Espanha, pela coleção do Instituto Inhotim.

Para além dos negócios, Paz também se tornou conhecido por alguns escândalos na Justiça, incluindo uma condenação por lavagem de dinheiro em 2017, da qual foi absolvido em 2020, de acordo com o jornal O Globo. Na época da condenação, o empresário se afastou da presidência do Instituto Inhotim. Em 2022, ele doou seu acervo ao Instituto.

Atualmente, Paula Azevedo é a Diretora-Presidente da organização sem fins lucrativos dedicada à apreciação pública. Antes de assumir o comando do Inhotim, ela passou pelo Instituto Tomie Ohtake, pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo e pelo Instituto de Arte Contemporânea.

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