Ainda há apetite para investimentos em 2025! Novos números da Sling Hub mostram que outubro foi o mês com maior volume investido em startups no ano. Nesta semana, mais empresas de base tecnológica levantaram rodadas relevantes. Foram os casos da PX, que captou R$ 250 milhões, e da Loomy, que garantiu R$ 50 milhões.
A SumUp também conquistou investimento, por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). A empresa britânica conseguiu R$ 850 milhões para antecipar pagamentos a lojistas.
Outros destaques desta edição da newsletter incluem a aquisição da Advolve pelo iFood e a presença das startups na COP30, conferência climática da ONU que está sendo realizada em Belém (PA).
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Aportes
SumUp. A empresa britânica de tecnologia e soluções financeiras captou R$ 850 milhões por meio de dois novos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) — o SumUp Smart I, de R$ 450 milhões, e o SumUp Smart II, de R$ 400 milhões. Com essas operações, a companhia soma sete captações do tipo nos últimos cinco anos. Estruturada com apoio do Bradesco BBI, Itaú BBA, Bem DTVM e Bradesco Asset, a operação é lastreada em recebíveis de cartão de crédito e vai fortalecer a estratégia da empresa de antecipar pagamentos a lojistas, ampliando o acesso a liquidez e o suporte a micro e pequenos empreendedores.
PX. A plataforma que conecta motoristas profissionais e ajudantes de carga às operações logísticas anunciou uma nova captação de R$ 250 milhões com o fundo internacional Bicycle Capital. O aporte será destinado ao fortalecimento tecnológico da plataforma e à redução das taxas operacionais. Fundada por André Oliveira, a PX já atende grandes frotas e prepara sua expansão internacional, com a primeira unidade nos Estados Unidos prevista para 2026.
Loomy. A startup que oferece soluções inteligentes e integradas para condomínios residenciais acaba de receber um investimento de R$ 50 milhões da gestora EXT Capital para acelerar sua expansão nacional e ampliar projetos em implantação. A empresa combina fibra óptica, inteligência artificial e sensores IoT para modernizar condomínios, oferecendo controle de acesso, segurança perimetral, conectividade e gestão digital em um único sistema. Com presença em 12 estados, a Loomy projeta um faturamento de R$ 90 milhões em 2026.
Blis AI. Voltada ao setor de turismo, a startup mineira de tecnologia e inteligência artificial captou R$ 1 milhão em rodada pré-seed liderada por Magela Capital, Stamina Ventures e outro fundo estratégico não revelado. Com apenas três meses de operação, a empresa pretende atingir R$ 1 milhão de receita recorrente mensal até 2026. Fundada por Rafael Cohen, Rodrigo Cioffi e Luiz Antunes, a Blis desenvolve agentes inteligentes capazes de executar tarefas, como reemissão de passagens, marcação de assentos e reservas de hotéis de forma autônoma e integrada aos sistemas das agências.
Números de outubro
Dados da Sling Hub indicam que as startups brasileiras captaram US$ 1,1 bilhão em outubro de 2025, o equivalente a 69% do total investido na América Latina. Foi o maior volume investido em 2025, ainda que o número de rodadas tenha sido menor (34) – 17% do que no ano passado e 57% abaixo da quantidade de deals em setembro. O desempenho foi impulsionado pelo FIDC de US$ 788 milhões da CloudWalk.
Ampliando o olhar para a América Latina, as startups da região receberam US$ 1,5 bilhão em investimentos no mês passado, um crescimento de 80% em relação a outubro de 2024 e de 79% em comparação com o mês anterior.
O relatório também traz dados sobre as captações por equity. No Brasil, as startups levantaram US$ 185 milhões neste formato em outubro, 41% a menos do que no mesmo mês em 2024 e 22% a menos do que em setembro de 2025. O capital foi aportado em 29 rodadas.
M&A
iFood. O unicórnio do delivery anunciou a aquisição da Advolve, startup brasileira de inteligência artificial aplicada ao marketing de performance, para impulsionar sua frente de ads e ampliar a eficiência das campanhas dentro e fora do aplicativo. O valor da transação não foi divulgado. Com a tecnologia da Advolve, que automatiza a criação, teste e otimização de peças publicitárias, o iFood passa a oferecer segmentação mais precisa e mensuração em tempo real dos resultados. A meta é fazer a vertical de ads crescer cinco vezes até 2030 — hoje, ela já reúne mais de 230 anunciantes e impulsionou em 40% a receita dos maiores clientes. A Advolve continuará operando de forma independente, atendendo também empresas externas. Esta é a quinta aquisição anunciada pelo iFood em 2025: em abril, adquiriu OPDV, 3S checkout e Saipos, e em junho comprou o software para food service da Videosoft.
Digibee. A plataforma brasileira de integração de sistemas fez sua primeira aquisição. A escolhida foi a norte-americana Vertify, especializada em integração de CRMs, para acelerar sua expansão nos Estados Unidos. O negócio, cujo valor não foi revelado, traz à Digibee uma base de 120 clientes e cinco novos colaboradores, incluindo o cofundador da Vertify, Wayne Lopez, que assumirá a área de go to market nos EUA. A startup, que atende mais de 250 empresas como Itaú, Vivo e Carrefour, também reformulou seu modelo de negócios em 2024, abandonando o formato de assinatura para cobrar por consumo. Com escritórios em São Paulo e Weston (EUA), a Digibee prevê que metade de suas vendas venha de fora da América Latina até 2026.
Inovação na COP30
A COP30, conferência climática da ONU realizada em Belém (PA), começou na segunda-feira (10/11) e promete ser um palco não apenas para líderes mundiais discutirem metas ambientais, mas também para startups apresentarem soluções em prol da economia sustentável. O evento se torna uma vitrine para negócios de impacto, com empreendedores que enxergam na regeneração ambiental um modelo econômico rentável.
Entre os destaques, estão negócios que nascem da Amazônia e demonstram o potencial da bioeconomia, como a Apoena, que transforma o coco babaçu em produtos de valor agregado; a Genera Bioeconomia, que restaura áreas degradadas com sistemas agroflorestais; e a ForestiFi, que tokeniza cadeias produtivas sustentáveis. Startups como Circular Brain e Agrotools também marcam presença, apresentando soluções voltadas à reciclagem de eletrônicos e agricultura regenerativa. Além da visibilidade global, os empreendedores buscam conexões estratégicas e investimentos para escalar iniciativas que unem desenvolvimento econômico e conservação ambiental.
Leia mais na reportagem publicada no site de PEGN.
Web Summit Lisboa
Incubação. A ApexBrasil e o Sebrae lançaram na terça-feira (11/11), em Lisboa, o Programa de Incubação de Startups em Portugal, iniciativa inédita que vai apoiar dez startups brasileiras em seus planos de expansão internacional. Com duração de até nove meses e início em 2026, o programa será sediado no escritório da ApexBrasil na capital portuguesa e oferecerá suporte para promoção comercial e atração de investimentos na Europa. As startups selecionadas são: AIPER, Beeviral, Wood Chat, BioLinker, Just Travel, Hope, PixNow, SleepUp, SST e 593iCAN.
Venture capital. O advogado e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Rio, Helder Galvão, lançou nesta quinta-feira (13/11) o “Manual de Venture Capital”, um guia sobre os principais temas do capital de risco para startups, como constituição de fundos, desafios regulatórios, contratos, offshores e governança. O lançamento aconteceu no palco da Startup Portugal e Unicorn Factory, com a presença de coautores como Stephan de Moraes, presidente da Associação Portuguesa de Capital de Risco, Ana Casaca, head global de inovação da Galp, e Hugo Teixeira, sócio da Abreu Advogados.
Expansão
Depois de iniciar as operações em Goiânia (GO), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), a 99Food desembarcou em mais duas cidades: Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA), e suas regiões metropolitanas, em fase de testes. Com investimento de R$ 2 bilhões para alcançar 100 cidades até junho de 2026, a empresa destinará R$ 100 milhões à cada nova operação.
Em BH, mais de 2,7 mil restaurantes e 46 mil entregadores se cadastraram para usar a plataforma, enquanto em Salvador, mais de 1 mil estabelecimentos e 20 mil entregadores se registraram na 99Food.
Além disso, a 99Food obteve uma vitória judicial contra a rival Keeta. O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou a decisão anterior sobre cláusulas de exclusividade e considerou legais os contratos da 99Food com restaurantes parceiros. A disputa, porém, continua tanto na Justiça quanto no Cade, onde a Keeta e a Rappi acusam a 99Food de restringir a concorrência com as chamadas “cláusulas de banimento”.







