Produtos chineses invadem as prateleiras de decoração de Natal

Fonte: Redação

O Natal está chegando e, tradicionalmente, as pessoas gostam de decorar suas casas para juntar a família e confraternizar todos juntos. Neste ano, especialmente, há muitas novidades de decoração importadas da China, que teve de buscar outros mercados devido à sobretaxa imposta a seus produtos pelo presidente Donald Trump. Para quem quer dar um toque de magia natalina na sua casa ou até no seu prédio, o que não faltam são opções.

Na Saara, no Centro, uma das lojas que oferece grande variedade de decorações, desde grandes estruturas, como renas e caixas do Papai Noel, até itens menores, como latas e fitas temáticas, é a Vivian Festas.

Marta Barros, de 48 anos, é gerente visual de merchandising da loja e sempre trabalha com as datas festivas. Segundo ela, uma das novidades deste ano é a coleção da Disney, um conjunto de peças, canecas e objetos decorativos do Mickey e da Minnie no tema natalino, com roupinhas vermelhas e verdes. O kit chama a atenção de quem passa pela prateleira, e muitos itens já esgotaram.

Ela afirma que, hoje, cerca de 80% dos produtos da loja são importados da China, o que garantiu preços menores.

— Neste ano, a Vivian (dona da loja) foi direto à fonte. Ela foi até a China e escolheu pessoalmente cada produto que ela queria trazer. Ela sempre teve contato com uma fornecedora chinesa, mas desta vez foi diferente porque ela escolheu cada detalhe — conta Marta.

A estratégia deu certo. Os enfeites foram colocados à venda a partir de agosto, e já foi quase tudo vendido. Estruturas maiores, como renas, saem por cerca de R$ 2 mil, enquanto itens menores, como caixas de presente decorativas com led, custam a partir de R$ 200.

Há ainda latas decorativas, quebra-nozes, bengalas natalinas e outros penduricalhos que costumam marcar presença nessa época do ano.

Na última quinta-feira, a cliente Sara Maria Gomes, de 60 anos, buscava itens para decorar a sua casa e entrar no clima natalino.

— Eu compro muita coisa aqui. Resolvi dar uma passadinha hoje e conferir as novidades.

Na Americanas, 350 contêineres do exterior

Na Americanas do Shopping Rio Sul, na Zona Sul do Rio, a maior parte dos itens decorativos também é importado. Neste ano, foram trazidos do exterior 350 contêineres, a maioria da China, para ampliar o volume e variedade de produtos natalinos nas lojas da marca.

As compras foram feitas no primeiro semestre, já refletindo efeitos do tarifaço, já que Trump anunciou a elevação de tarifas sobre a China em abril. A tendência é que os importados continuem a dominar as prateleiras com a guerra comercial em vigor, já que os produtos chineses têm sido escoados para outros países.

O que tem mais vendido, segundo os vendedores, são árvores de Natal e pisca-pisca.

No Mercadão de Madureira, na Zona Norte, é possível encontrar boas opções de decoração. Na loja Bazar Shopping Alegria, um dos diferenciais é um tipo de pisca-pisca mais reforçado, conhecido como mangueira ou cordão de LED blindado.

Além de ser aparentemente mais grosso por ter os fios de led encapsulados em um material mais espesso, o item é resistente a impactos, umidade e variações climáticas, tendo maior durabilidade.

Sheila Santana, de 42 anos, procurava justamente por esse tipo de produto.

— Lá em casa, minha irmã nem tira esse pisca-pisca da parede, já fica para o outro ano. Esses são bons, não estragam. Minha mãe também tem um que cola na parede e fica o ano todo — diz Sheila.

Na Juju, também no Mercadão, é possível encontrar lacinhos, meias natalinas, gorros de Papai Noel e bolas decoradas. Cláudia Santos, de 51 anos, aproveitou a manhã da quinta-feira passada para procurar itens de decoração para a sua árvore de Natal.

— Quero colocá-la toda dourada, de laço, porque vai família, minha nora, meu neto, então quero uma coisa diferente para recebê-los — diz.

Com a reta final das compras, muitas lojas já relatam estoques perto do limite — especialmente nos itens importados. Para quem ainda pretende enfeitar a casa ou aproveitar as ofertas mais competitivas, a recomendação dos lojistas é não deixar para a última hora. A expectativa do setor é de que o movimento siga intenso até a véspera do Natal.

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