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Pousada para pets — que aceita humanos — fatura R$ 1,8 milhão e cresce com franquias

Fonte: Redação

A dificuldade em encontrar um lugar verdadeiramente “friendly” para seus pets fez com que a profissional de marketing digital Ana Luiza Russo, 48 anos, embarcasse no empreendedorismo no fim de 2015. A ideia foi criar uma pousada em que os pets seriam os hóspedes principais e os humanos seriam bem-vindos. No ano passado, o negócio faturou R$ 1,8 milhão e prevê a abertura de 20 franquias em até três anos — mas Russo diz que pode adiantar esse plano.

A pousada nasceu com o nome de Chalés Santa Catarina, na cidade de Socorro, no interior paulista. O rebranding para Villa Ayê veio neste ano, com o início da expansão por franchising. Russo, que havia passado dez anos fora do Brasil, voltou para a cidade para morar com a família e percebeu a oportunidade de empreender no ramo de turismo — o local é conhecido por oferecer passeios de aventura.

“Eu sempre tive bicho, e era uma dificuldade naquela época viajar com pets diversos. Tenho gato, cachorro, cachorro de grande porte. A maioria dos lugares só é dog friendly, e só de porte pequeno. Então, foi por conta dessa minha dificuldade pessoal. Decidi que na minha pousada a gente aceitaria todo mundo, e fui atrás de entender esse mercado”, conta.

Desde que abriu a primeira unidade, em dezembro de 2015, a pousada registrou um crescimento de 930% em faturamento e 547% em lucro. “Tinha uma demanda muito grande”, comenta.

Com o tempo, a empreendedora foi especializando a pousada para receber cada vez cada vez mais pets de portes e espécies diferentes. Atualmente, o negócio conta com veterinários à disposição, piscinas higienizadas com ozônio, curadoria de plantas no entorno (para que não sejam tóxicas para os pets), telas nos ambientes e playgrounds, entre outros serviços. Também há espaços para os acompanhantes humanos relaxarem, como ofurô aquecido, sala de massagem e academia.

Ana Luiza Russo, fundadora da Villa Ayê: negócio prevê franquias com até dez acomodações — Foto: Divulgação
Ana Luiza Russo, fundadora da Villa Ayê: negócio prevê franquias com até dez acomodações — Foto: Divulgação

“As pessoas sempre se interessavam pela proposta e queriam que tivesse em outras regiões. Foi quando comecei a pensar no modelo de franquias”, conta. A formatação ocorreu ao longo do ano passado.

Hoje, a pousada matriz tem oito acomodações e faturou R$ 1,8 milhão em 2023. O plano desenvolvido para as franquias compreende dez habitações e um faturamento médio anual de R$ 2 milhões.

Quanto custa se hospedar na Villa Ayê?

Villa Ayê: acomodações podem receber até quatro pets de pequeno porte — Foto: Divulgação
Villa Ayê: acomodações podem receber até quatro pets de pequeno porte — Foto: Divulgação

Existem duas opções de acomodação: conforto e luxo. Os chalés comportam entre duas e cinco pessoas. Para duas pessoas na opção conforto, durante a semana, a diária é de R$ 690 e aos finais de semana salta para R$ 795.

Já para o chalé luxo, para duas pessoas, a diária sai por R$ 840 durante a semana e R$ 945 aos finais de semana. Ainda há a diária pet, que é de R$ 65 por bichinho. “Nós temos a limitação de até quatro pets de pequeno porte por acomodação, três de médio porte ou dois de grande porte”, explica.

Quanto custa uma franquia da Villa Ayê?

Donos de pousadas podem se tornar franqueados da Villa Ayê por meio de virada de bandeira — Foto: Divulgação
Donos de pousadas podem se tornar franqueados da Villa Ayê por meio de virada de bandeira — Foto: Divulgação

A rede trabalha com dois modelos de negócios. O primeiro é a virada de bandeira, que possibilita a donos de pousada transformarem seus negócios em uma franquia da marca. Neste modelo, o empreendedor pagará os R$ 80 mil da taxa de franquia e precisará investir para a adequação do espaço, que vai depender das condições do imóvel, mas pode variar entre R$ 395 mil e R$ 650 mil.

Já a outra opção é começar uma pousada do zero. A taxa de franquia é a mesma neste caso, de R$ 80 mil, mas aí entra o custo da obra, que é estimado entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,4 milhão. A previsão é que todas as franquias, independentemente do modelo, tenham entre 2 mil e 3 mil metros quadrados.

De acordo com Russo, há quase 20 negociações para franquias em andamento, em estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia e Goiás. A meta inicial era abrir 20 pousadas em até três anos, mas ela acredita que o resultado possa ser alcançado ainda em 2024.

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