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Polishop faliu? Empresa entra com pedido de recuperação judicial. Entenda

Fonte: Redação

Nacionalmente conhecida por venda de eletrodomésticos para casa, a varejista Polishop entrou com pedido de recuperação judicial na última semana e aguarda a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo deliberar sobre o caso. A marca fechou lojas nos últimos anos e planejava abertura de franquias para voltar a crescer.

A dívida da Polishop é estimada em R$ 395 milhões, de acordo com informações apuradas pelo jornal Valor Econômico. A maior parte dos credores são shoppings centers e instituições financeiras.

No começo do mês de abril, a companhia entrou com um pedido de tutela antecipada para se prevenir da cobrança de dívidas, seguida por uma solicitação de reestruturação extrajudicial, que, na prática, demonstra o desejo da empresa em negociar as dívidas sem o apoio da Justiça.

Caso o pedido de recuperação judicial seja aceito, a Polishop terá a cobrança de suas dívidas suspensas por 180 dias e 60 dias para apresentação de um plano de recuperação judicial aos credores. Neste caso, há mediação da Justiça entre as partes envolvidas.

A recuperação judicial é a medida que as empresas tomam para evitar a falência. A ideia é tentar um acordo entre a empresa em crise e seus credores – funcionários, investidores e fornecedores, que têm algo a receber. No processo, a empresa devedora admite que está passando por dificuldades financeiras e estabelece um plano para reverter a situação, sob supervisão da Justiça.

Com a manobra, a empresa ganha fôlego com a suspensão da maioria dos débitos, mantendo apenas o pagamento de funcionários, impostos e matéria-prima — o essencial para o funcionamento —, mas deve apresentar uma estratégia de recuperação que será avaliada pelos credores.

Em entrevista recente a PEGN João Appolinário, explicou que os problemas da Polishop começaram com a suspensão das vendas por conta da pandemia de covid-19 e se somaram a outros fatores. “A elevação da Selic, a restrição ao crédito para o varejo, o endividamento das famílias, o aumento do custo de ocupação dos shoppings, regulado pelo IGP-M, e os dissídios salariais, regulados pelo INPC, entre 2019 e 2022”, justificou Appolinário.

Na ocasião, o empresário apontou que a marca planeja lançar franquias, com objetido de abrir 23 unidades neste ano, chegar a 102 lojas em 2025 e alcançar 314 até o final de 2028. Entre 2019 e 2024, a Polishop fechou cerca de 75% de suas unidades próprias.

PEGN procurou a empresa para solicitar informações sobre o impacto na expansão por franquias, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

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