Ação viabilizada pelo Sebrae reúne mais de mil donos de micro e pequenas empresas de todo o país no Fórum E-Commerce Brasil, evento com expectativa de movimentar R$ 2,5 bilhões
Mais de mil empresários de todo o país, donos de micro e pequenas empresas, estão em São Paulo esta semana, a convite do Sebrae, para apresentar seus produtos em um dos maiores eventos de comércio eletrônico brasileiro. O Fórum E-Commerce Brasil, que se encerra nesta quinta-feira (30), em São Paulo, reúne cerca de 340 expositores e mais de 600 palestrantes, e tem a expectativa de gerar R$ 2,5 bilhões em negócios.
Nós temos atuado fortemente na qualificação das micro e pequenas empresas, nos 27 estados da Federação, preparando esses negócios para a exportação, principalmente no contexto do acordo do Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em maio. O mundo hoje é global, as plataformas de comércio, os marketplace são espaços estratégicos de visibilidade dos nossos produtos e serviços. Por isso, queremos ampliar cada vez mais a presença dos empreendedores nesses espaços.
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae
O Sebrae financiou a presença de 1.056 empreendedores de pequenos negócios para conhecer o ecossistema de comércio digital promovido pela E-Commerce Brasil. “Cabe a eles buscar soluções e entender as novas tecnologias para vender mais e melhor pela Internet”, destaca William Almeida, analista de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional.
Um dos empreendedores que participam do evento com apoio do Sebrae é Tiago Fernandes Brito da Silva, área de TI, que participou do programa Sebraetec, em Salvador (BA). Há cerca de 18 anos, ele criou a Smartflux, um sistema de monitoramento de imagens com uso de inteligência artificial. Para ele, participar como expositor é fundamental. “O apoio do Sebrae permitiu a divulgação da empresa e hoje temos clientes em nove estados”, comemora.
A empresária Ana Cecília Morigi expõe a Lymtech, do Rio de Janeiro, em uma feira de negócios pela primeira vez. A empresa desenvolve soluções digitais para gestão de estoque e pedidos via WhatsApp. “Isso aqui é uma vitrine de divulgação. Estamos prospectando clientes e potenciais parcerias”, diz.

Programação com foco em MPE
Parceiro do Fórum, o Sebrae levou para o evento neste ano, além do tradicional e amplo estande, o espaço Mundo Empreendedor, que funciona como uma vitrine para os donos de pequenos negócios. No local, Sebrae e ApexBrasil oferecem uma rica programação voltada exclusivamente para micro e pequenas empresas. “O convite partiu da organização do encontro, que, percebendo o peso dos pequenos negócios no comércio online, nos chamou para promover ações específicas”, conta o analista William Almeida.
“O Sebrae um grande motor de empreendedorismo nacional. A gente se espelha muito no que é feito pela instituição. Existe uma sinergia e aqui o Sebrae foi e é fundamental para essa nova iniciativa, que é justamente o espaço Mundo Empreendedor, que busca dar palco, dar força, proporcionar rodadas de negócio e uma área de mentoria”, comenta Bruno Pati, CEO do E-Commerce Brasil.
Tendo como parceiros de conteúdo grandes players do setor, como Magalu, Shopee, Mercado Livre e NuvemShop, estão sendo oferecidas mentorias e palestras abordando temas como acesso a crédito, estratégias para aumentar o faturamento, precificação, logística e ainda sobre ferramentas de marketing como o CupCut, que gera vídeos criativos para as redes sociais.

Consultoria para atuação em marketplaces
Para orientar pequenos negócios no uso de canais de marketplaces, o Sebrae lançou o Programa Vitrine Global em 2025. A iniciativa foi destacada durante o painel “Internacionalização de marcas brasileiras por meio do e-commerce”, nesta terça-feira (28), no Fórum E-Commerce 2026.
O ‘Vitrine Global’ nasceu da percepção do desconhecimento sobre comércio internacional e da dificuldade que micro e pequenos empreendedores demonstram na relação com o e-commerce. “Todos podem exportar e internacionalizar as suas vendas, mas nem toda empresa está pronta. E, seja para atuar em marketplaces ou participar de feiras internacionais, a empresa tem que estar preparada”, disse Sarah Rosa, analista de negócios internacionais do Sebrae-RJ, que participou do painel.
Ao lado do especialista da ApexBrasil, Marcello Martins, Sarah ressaltou que a possibilidade de exportar exige das empresas de pequeno porte driblar desafios consideráveis, como a mão de obra enxuta e a logística, a questão não deve ser motivo para que os empreendedores desistam de alcançar o mercado internacional. “Exportar não é tão complexo quanto parece”, diz.
Após passarem pela consultoria do Sebrae, as empresas são encaminhadas para a ApexBrasil. “Para acessar o mercado externo, é necessário consistência, que vem a partir de muita qualificação”, afirmou Marcello Martins.
Porém, muita ansiedade em vender pode levar a um investimento muito alto em propaganda e a um portfólio exagerado de produtos. “O processo é lento, é preciso atuar com estratégia e ter consciência de que o resultado vem no longo prazo. O melhor é focar no produto que vende mais”, recomenda.







