Oscar Maroni: relembre quem foi empresário da noite paulistana, que morreu aos 74 anos

Fonte: Redação

Dono do Bahamas Hotel Club morreu na última quarta-feira (31/12). De prisão à participação em reality show, polêmicas marcaram trajetória


Oscar Maroni morre aos 74 anos
Oscar Maroni morre aos 74 anos — Foto: Reprodução / Bahamas

O empresário Oscar Maroni morreu na última quarta-feira (31), em São Paulo, aos 74 anos. Conhecido por comandar o Bahamas Hotel Club, casa de entretenimento adulto em Moema, na Zona Sul da capital, ele se tornou uma figura recorrente na vida noturna paulistana e no noticiário policial e judicial. A causa da morte não foi divulgada. Em nota, o estabelecimento afirmou que Maroni “viveu intensamente e foi fiel às suas convicções e à sua liberdade”.

À frente do Bahamas, Maroni construiu fama marcada por polêmicas e embates com o poder público. O local foi alvo de fiscalizações, interdições e disputas judiciais ao longo dos anos, chegando a ser fechado e reaberto em diferentes momentos. Desde o início, a casa ficou associada à presença de garotas de programa, o que levou o empresário a responder a processos por exploração da prostituição — acusação que ele sempre negou, alegando não poder impedir a entrada dessas profissionais.

Em 2007, quando o Bahamas ainda funcionava como boate, Maroni chegou a ser preso por determinação judicial e foi solto cerca de um mês depois. Em 2011, foi condenado em primeira instância a 11 anos de prisão, sentença posteriormente revertida. Em 2013, o Tribunal de Justiça o absolveu da acusação de favorecimento à prostituição, permitindo que o Bahamas reabrisse após seis anos fechado, então autorizado a operar como hotel e prestador de serviços pessoais e estéticos.

A trajetória do empresário também incluiu conflitos públicos com autoridades, como relembra o g1. Um dos episódios mais conhecidos foi o embate com o então prefeito Gilberto Kassab, após a cassação do alvará do Oscar’s Hotel, prédio de sua propriedade próximo ao Aeroporto de Congonhas, interditado sob alegação de risco à segurança aérea. Maroni reagiu com críticas públicas e, em 2008, lançou-se candidato a vereador, em uma campanha que ele próprio descreveu como um protesto político.

Nos anos seguintes, manteve-se sob os holofotes por novos episódios controversos, como a multa aplicada em 2021 por promover uma festa durante as restrições da pandemia de Covid-19. Também buscou projeção midiática ao participar da 7ª edição de A Fazenda, reality show exibido pela Record TV, em 2014.

O empresário estava internado em uma casa de repouso na capital paulista no último ano, de acordo com o UOL, e havia sido diagnosticado com Alzheimer. Ele deixa quatro filhos.

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