O que pode ficar mais barato para o brasileiro com o acordo UE-Mercosul? Veja lista

Fonte: Redação

Queijos, vinhos, azeite e chocolates terão suas tarifas gradualmente elimindas. Mas alívio nos preços pode demorar para acontecer, devido ao período de transição


Vinhos poderão ter redução de preços
Vinhos poderão ter redução de preços — Foto: FreePik

Com a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), formada por 27 países, neste sábado, a expectativa é de que uma série de produtos importados fiquem mais baratos para os brasileiros, entre eles queijos, vinhos, azeite e chocolates. Ainda que precise do aval do Parlamento Europeu e do Congresso Nacional de cada país do Mercosul, o alívio nos preços chegará aos consumidores do Brasil.

O tratado é resultado de 26 anos de negociações, iniciadas em 1999, e é histórico porque criará uma zona de livre-comércio de mais de 720 milhões de consumidores. Combinadas, as economias somam US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).

Para os sul-americanos, é uma oportunidade de ampliar a demanda externa para a indústria agrícola. Para europeus, a maior abertura do mercado do Brasil e seus vizinhos poderá impulsionar a indústria manufatureira.

Acordo União Europeia e Mercosul — Foto: Editoria de Arte O Globo
Acordo União Europeia e Mercosul — Foto: Editoria de Arte O Globo

Azeite, vinho, queijo e chocolates

Veja abaixo alguns exemplos de produtos europeus que deverão chegar mais baratos ao Brasil ao longo dos próximos anos:

  • Azeite – hoje paga 10% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual
  • Vinho – hoje paga 35% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual
  • Outras bebidas (exceto vinho) – hoje pagam até 35% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual
  • Chocolate – hoje paga 20% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual
  • Queijo – hoje paga 28% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 30 mil toneladas
  • Leite em pó – hoje paga 28% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 10 mil toneladas
  • Fórmula para bebês – hoje paga 18% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 5 mil toneladas

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