Irmãos que largaram a faculdade e miram receita de nove dígitos indicam 6 livros para empreender

Fonte: Redação

Mike e Rob Barnes iniciaram a trajetória empresarial ainda adolescentes, vendendo equipamentos de airsoft no porão da casa do pai, nos Estados Unidos. O projeto fazia parte da educação domiciliar dos dois e acabou se transformando em um negócio lucrativo. Anos depois, aos 19 e 22 anos, respectivamente, decidiram dar um novo passo: lançar uma empresa de equipamentos de pickleball — sem diploma universitário, investidores externos ou garantias de que o esporte ganharia popularidade.

“Lembro-me de que houve um momento em que meu pai conversou conosco e disse: ‘Ok, vocês podem ir para a faculdade e seguir esse caminho, ou podem continuar fazendo o que estão fazendo e se dedicar ainda mais’”, afirmou Rob ao Business Insider. “E nós pensamos: vamos nos dedicar ainda mais e ver o que acontece.”

Mais de uma década depois, a aposta deu resultado. A Selkirk se consolidou como uma das principais marcas de equipamentos de pickleball, conhecida pelas raquetes de alto padrão. A empresa familiar projeta gerar receita de nove dígitos em 2026, segundo informações do Business Insider.

Mesmo sem formação universitária tradicional, os irmãos afirmam que o aprendizado contínuo sempre foi central na condução dos negócios. Parte desse processo veio da leitura de livros sobre gestão, estratégia e histórias de fundadores.

Eles dizem ter preferência por biografias e autobiografias, por retratarem decisões reais e seus desdobramentos. “Pessoalmente, aprendi muito mais com biografias do que com livros de negócios específicos”, disse Rob. “Você tem pessoas literalmente falando sobre como tomaram uma decisão e por quê, e depois mostrando como isso se desenrolou, para o bem ou para o mal.”

As 6 leituras recomendadas pelos fundadores

  1. A Marca da Vitória, de Phil Knight: autobiografia do fundador da Nike, que relata a construção da marca e os desafios enfrentados nos primeiros anos.
  2. Feito do Zero, de Kent Taylor: memórias do fundador da Texas Roadhouse, com foco na expansão da rede de restaurantes.
  3. A Jornada de Uma Vida, de Bob Iger: relato do ex-CEO da Disney sobre liderança e decisões estratégicas à frente da companhia.
  4. O Mito do Empreendedor (The E-Myth), de Michael E. Gerber: livro que questiona ideias comuns sobre como iniciar e estruturar um negócio.
  5. Barbarians at the Gate, de Bryan Burrough e John Helyar (sem edição em português): obra que narra a disputa corporativa envolvendo a RJR Nabisco. “Foi interessante — mais um alerta sobre como a governança corporativa pode sair do controle”, disseram ao Business Insider.
  6. The Outsiders, de William Thorndike: favorito de Mike, o livro apresenta o perfil de oito CEOs que alcançaram resultados expressivos adotando estratégias pouco convencionais. “Eles não davam muita importância à imagem pública”, afirmou Mike. “Mas administravam suas empresas muito bem, de maneiras não convencionais. E funcionou.”

Mentalidade contra o senso comum

Os irmãos afirmam que não acreditam em uma fórmula única para gerir empresas. Segundo Mike, a experiência fora do ambiente formal de ensino contribuiu para uma postura mais questionadora.

“Em um ambiente de educação formal, você geralmente aprende que existe apenas uma maneira de fazer as coisas — e seu objetivo é evitar cometer erros”, disse. “Isso cria uma mentalidade em que as pessoas estão apenas tentando aprender a melhor prática para não errar. Nossa mentalidade é mais do tipo: vamos analisar todas as diferentes maneiras pelas quais as pessoas fizeram as coisas e decidir o que realmente faz sentido para nós.”

Na Selkirk, a expressão “melhores práticas” é vista com cautela. “‘Melhores práticas’ é quase uma expressão pejorativa na nossa empresa”, afirmou Mike. “Se alguém diz: ‘Vamos fazer isso porque é a melhor prática’, você precisa apresentar evidências e explicar por que é ‘a melhor’.”

Rob complementa: “Ninguém construiu um grande negócio fazendo tudo exatamente da mesma maneira que todo mundo faz. Esteja disposto a ser contra-intuitivo e desafiar o status quo.”

Para os fundadores, a estratégia passa por adaptar referências à realidade do negócio, com base em evidências, contexto e objetivos específicos — mesmo que isso signifique ir na contramão do mercado.

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