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Hot Willsons: conheça o restaurante de culinária japonesa que viralizou com pedido inusitado

Fonte: Redação

O hot holl, uma versão empanada e frita de sushi, ganhou um apelido das redes sociais: hot willsons. A nomenclatura surgiu a partir de um vídeo publicado pelo Mania Sushi, restaurante de culinária japonesa localizado no centro da cidade de Amparo, no interior do estado de São Paulo. A gravação mostrava uma conversa com uma cliente, que entrou em contato pelo WhatsApp para fazer o pedido de um “hot willsons” – referindo-se ao prato abrasileirado. Transformada em música, seguindo uma trend das redes sociais, a conversa viralizou, ultrapassando 32 milhões de visualizações.

O conteúdo alcançou artistas como Selton Mello, que chegou a compartilhar, em seu perfil pessoal, o vídeo viral do restaurante paulista. Em entrevista a PEGN, os donos e um funcionário do Mania Sushi contaram como surgiu a ideia da postagem e como o famoso hot willsons impactou financeiramente o empreendimento.

Fundado há seis anos, o Mania Sushi é comandado pelo casal Cíntia Cristina Eufrosino, de 34 anos, e Kleber Alessandro Benites, 31. Antes de ter um ponto físico no centro da cidade, os atendimentos aos clientes eram realizados apenas via delivery, com produção em um pequeno espaço comercial.

Kleber Alessandro Benites e Cíntia Cristina Eufrosino são os fundadores e donos do Mania Sushi — Foto: Arquivo pessoal
Kleber Alessandro Benites e Cíntia Cristina Eufrosino são os fundadores e donos do Mania Sushi — Foto: Arquivo pessoal

Em fevereiro de 2024, os empreendedores contrataram Éder Artur Marques, de 22 anos, para atuar nas áreas de atendimento e marketing do restaurante. O funcionário conta que, em mais um dia comum de trabalho, recebeu um pedido inusitado, com uma cliente referindo-se ao hot roll como hot willsons. Com o decorrer da conversa, Éder entendeu que aquele diálogo poderia gerar um conteúdo engraçado nas redes sociais do Mania Sushi – e logo aproveitou o gancho como estratégia de marketing.

“Enquanto eu estava trabalhando [no atendimento ao cliente], já li várias mensagens parecidas com aquela. Sempre tem clientes que não sabem o nome do prato ou pedem alguma coisa errada”, conta o funcionário. “Na conversa do hot willsons, eu achei muita graça e pensei em criar algo com aquilo.”

Por indicação de amigos, Marques usou o site Suno AI para criar uma música com base no diálogo. “Eu fui tentando várias vezes até a música ficar boa. Eu achei que ia resultar só em um vídeo engraçado, que ia alcançar as pessoas só aqui na região. Mas fez muito sucesso e o pessoal gostou muito”, complementa. Ele diz que a cliente sabe sobre o viral e não se importou com a brincadeira.

Éder Artur Marques foi o funcionário responsável pela criação do vídeo do hot willsons — Foto: Arquivo pessaol
Éder Artur Marques foi o funcionário responsável pela criação do vídeo do hot willsons — Foto: Arquivo pessaol

Antes da reprodução do vídeo, Cíntia diz que o Instagram do restaurante tinha apenas 6 mil seguidores, que eram majoritariamente moradores da cidade de Amparo (SP). Hoje, o perfil tem mais de 22 mil seguidores e já alcançou até pessoas em Orlando, nos Estados Unidos. Com o sucesso do conteúdo, o Mania Sushi substituiu o nome tradicional hot holl por hot willsons no cardápio. “Nós ganhamos muitos clientes, e agora a fama do restaurante é hot willsons. Os clientes já entram na porta falando esse nome, virou a nossa mais nova marca”, diz a empreendedora.

Vendido a R$ 39,90, o mini combo de hot willsons tem, no mínimo, 20 saídas por dia. O restaurante, que não quis abrir o faturamento, garante que o prato passou a ser o mais novo carro-chefe da casa, aumentando significativamente o faturamento. Após o posicionamento estratégico nas redes sociais, a dona do Mania Sushi aponta que pretende usar ainda mais as plataformas digitais para alavancar o negócio. “Agora nós estamos focando na parte de anunciar os nossos produtos. Mostrar mesmo a qualidade do restaurante e a qualidade da comida que a gente serve [por meio de publicações audiovisuais]”, reforça.

Recentemente, o estabelecimento postou outra conversa na qual, segundo Marques, um cliente também se confunde com os nomes, e o shimeji chega a ser chamado de “jumanji”. O diálogo é novamente transformado em música.

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