Em Salvador (BA), duas amigas decidiram transformar a rotina corrida do mercado publicitário em um negócio próprio que traduzisse o estilo de vida que elas sempre sonharam. Com um investimento inicial de apenas R$ 1,2 mil, Mila Giacomo e Aline Biliu criaram uma casa de arte e design no boêmio bairro do Rio Vermelho que, em apenas um ano, alcançou um faturamento de R$ 1 milhão.
A virada de chave começou com uma frase que, segundo Giacomo e Biliu, resumia o sentimento delas durante as pausas no antigo trabalho: “Um banho de mar antes do trabalho paga metade do salário”.
A partir dessa identificação, elas decidiram testar o mercado. O capital inicial foi usado para produzir uma agenda. O produto foi um sucesso de vendas imediato, gerando o caixa necessário para o próximo passo: a produção de camisetas para o verão, aproveitando a proximidade do Carnaval, época em que a capital baiana ferve.
O negócio, que começou de forma improvisada no quarto da casa de Biliu, tinha como grande chamariz as frases criativas e inspiradoras estampadas nos produtos. “A missão do negócio é transformar sentimento em produto”, define Giacomo.
Hoje, a operação cresceu e se profissionalizou. Parte da produção é feita no próprio ambiente de trabalho da marca, enquanto outros itens são terceirizados. No entanto, o desafio de gestão ganhou um componente geográfico inusitado: a sociedade é comandada à distância.
Enquanto Giacomo toca a operação física em Salvador, Biliu vive atualmente em Buraydah, na Arábia Saudita. Segundo a cofundadora, a tecnologia é a grande aliada para manter a sintonia e o planejamento estratégico em dia. “Para o futuro, queremos crescimento, mas mantendo o propósito”, afirma Biliu.
O crescimento, aliás, já é visível. A marca acaba de inaugurar uma nova loja física, saltando de um espaço de 70 metros quadrados para um de 200 metros quadrados. A reforma e ampliação exigiram um investimento de R$ 160 mil.
Estratégia de vendas: físico x digital
Embora a marca tenha nascido com forte apelo visual, a estratégia de canais de venda precisou ser ajustada ao longo do tempo. Inicialmente, as sócias priorizavam o e-commerce, abrindo exceções apenas no verão para capturar o fluxo de turistas na Bahia.
Hoje, o jogo virou: segundo Giacomo, o maior volume de vendas vem da loja física, impulsionada pelo ponto turístico e pela experiência de compra. No entanto, o online continua cumprindo um papel fundamental na saúde financeira da empresa.
“Às vezes, o digital consegue segurar um pouco”, explica Giacomo, referindo-se à capacidade das vendas pela internet de compensar os períodos de baixa temporada em Salvador, equilibrando a sazonalidade do turismo local.
Veja a seguir a reportagem completa que foi ao ar no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo:
Frases criativas, camisetas e agendas: como essa loja faturou R$ 1 milhão em um ano







