Falta de energia: comércio e serviços perdem R$ 1,54 bilhão em SP após vendaval, estima FecomercioSP

Fonte: Redação

Comércios e serviços já perderam pelo menos R$ 1,54 bilhão em faturamento na cidade de São Paulo (SP), devido à falta de eletricidade ocasionada por ventos de até 98 km/h durante a quarta-feira (10/12). Nesta manhã, o capital amanheceu com 1,5 milhão de locais sem luz. O prejuízo financeiro foi estimado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Segundo o levantamento, a perda foi maior para o setor de serviços, que deixou de faturar pouco mais de R$ 1 bilhão, enquanto o comércio perdeu R$ 511 milhões.

O cálculo considera o impacto da falta de energia elétrica em pelo menos 2,2 milhões de imóveis na cidade na metade da quarta-feira e em ainda 1 milhão de unidades nesta quinta. A FecomercioSP, no entanto, não considerou os impactos causados pela perda de estoque ou custos fixos — ou seja, o prejuízo total pode ser maior.

“Estamos falando apenas do potencial de perdas”, explica Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP. “De um lado, é possível que mais gente tenha sido afetada, assim como dá para cogitar que alguns profissionais conseguiram acessar outros imóveis onde a energia não acabou”, exemplifica.

Fui afetado, e agora?

Em comunicado, a FecomercioSP ainda orienta como as empresas podem reagir diante da falta de energia. A primeira ação deve ser a abertura de um chamado junto à distribuidora, para um registro formal da reclamação.

“Além de servir como documento oficial da queixa em uma eventual ação jurídica, a via administrativa pode fornecer respostas mais rápidas. Sem contar que os dados do atendimento devem ser usados, depois, para melhorar o serviço”, aponta o comunicado. Em caso de panes causadas pela interrupção da energia, a Enel SP deve disponibilizar canais de atendimento aos consumidores para a resolução dos problemas.

Se o atendimento da Enel não tiver retorno, vale reclamar junto à ouvidoria da empresa. Na falta de uma resolução, procure a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com o número do protocolo da reclamação inicial em mãos.

Caso nenhuma das alternativas funcione, o negócio pode recorrer ao órgão de defesa do consumidor — o Procon local. Para facilitar todo o processo, seja pela via administrativa ou judicial, a sugestão é reunir provas, como fotografias, documentos e relatórios de perdas financeiras.

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Telegram
+ Relacionadas