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Empresário que resgata pessoas com caiaque no RS relata desafios:

Fonte: Redação

“Precisa de ajuda?”. A pergunta é feita de tempos em tempos pelo empreendedor gaúcho Hassann Akmed, 32 anos, a vítimas das enchentes em Porto Alegre, durante uma breve conversa por telefone e vídeo com a reportagem de PEGN, na manhã desta terça-feira (7/5). Enquanto relatava sua rotina desde a última sexta-feira, Akmed navegava em um caiaque pelas ruas alagadas da cidade e encontrava moradores em telhados que poderiam ser levados para abrigos.

Essa tem sido a rotina do empresário desde a última sexta-feira (3/5), das 6h às 18h, todos os dias, desde que o rio Guaíba invadiu as ruas da capital gaúcha. Apenas nesta terça-feira, até às 11h da manhã, cerca de 20 pessoas já tinham sido resgatadas pelo caiaque conduzido por Akmed e mais um voluntário. “Não param de chegar pedidos de resgate”, diz.

Ele não sabe com precisão quantas pessoas e animais no total já foram resgatadas desde o início da operação, mas chuta: “O pessoal contabiliza uns 400 salvamentos. Mas é impossível contar”. A Prefeitura da cidade divulgou que havia 9,8 mil pessoas desabrigadas até esta manhã.

Empresário trabalha em resgates de vítimas no Rio Grande do Sul — Foto: Reprodução / Instagram
Empresário trabalha em resgates de vítimas no Rio Grande do Sul — Foto: Reprodução / Instagram

As limitações, de acordo com ele, são as próprias embarcações, que precisam ser trocadas com o tempo, por não resistirem à violência das águas e à sujeira trazida pelas cheias, e a desinformação de parte da população. “Muitas pessoas não querem sair de suas casas por não saberem o que está acontecendo. Acham que vai passar logo, e no quarto dia decidem sair”, diz.

Akmed é dono do Grupo Prontosul, que tem uma clínica de pronto-atendimento, o centro de treinamento físico Acqua Prontosul e o complexo gastronômico Quintal Dona Irena. De acordo com ele, todos os cerca de 65 médicos do grupo de saúde estão focados em oferecer atendimento gratuito para a população de Porto Alegre.

Ele explica que a clínica, que funciona com pronto-atendimento, está sem luz há dias. “Estamos atendendo à luz de velas”, diz. No entanto, até o momento, nenhum dos negócios foi diretamente afetado pelas águas. A previsão é de mais chuvas na cidade nos próximos dias.

Akmed conta que se mobilizou junto a outros voluntários na última sexta-feira assim que as enchentes começaram a se alastrar pela cidade, com barcos, jet ski, stand up (modalidade em pé sobre pranchas de surf) e caiaques.

Assim como Akmed, são diversos os relatos de empresários que têm se mobilizado para ajudar a população do Rio Grande do Sul nesse momento, com doações, arrecadação de itens ou diretamente no resgate, com embarcações.

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