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Elleve, de crédito estudantil, lança produto de benefício corporativo

Fonte: Redação

A ed-fintech Elleve, que oferece financiamento para educação profissional, conectando alunos e pequenas escolas, anuncia nesta sexta-feira (7/6) o lançamento da plataforma Elleve Performance para atender um novo público: empresas e colaboradores, no formato de benefício corporativo. O fundador, André Dratovsky, estima que o produto se torne o carro-chefe da startup até a metade de 2025. A novidade foi divulgada em primeira mão para PEGN.

“Tínhamos uma dificuldade grande para dar mais acesso ao produto por ser direcionado a um público muito estressado. A conta não parava em pé. Não queríamos trabalhar com taxas exorbitantes e condições proibitivas que ferissem nosso propósito de impacto. O novo produto pesca alunos em um ambiente mais controlado, deixando de trabalhar com renda presumida e indo para renda certa e conhecida”, explica o empreendedor.

A Elleve nasceu no fim de 2020 com o objetivo de facilitar o acesso à educação que resultasse em emprego e renda. A startup fez parcerias com 300 escolas que oferecem cursos profissionalizantes, técnicos e pós-graduações – de enfermagem a programação – e viabiliza soluções de pagamento para que pessoas com renda mais baixa consigam acessar as formações. A ed-fintech já financiou cerca de 50 mil pessoas, concedendo R$ 150 milhões em crédito.

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A startup não divulga a inadimplência registrada nos últimos anos, mas Dratovsky declara que a falta de pagamento é amenizada pelas políticas aplicadas para aprovar a concessão do crédito. O capital para o financiamento vem de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) estruturado pela Elleve, que levantou cerca de R$ 100 milhões.

A ideia para o novo produto surgiu há cerca de um ano, quando a startup resolveu atender às provocações que recebia de grandes empresas, que se queixavam da dificuldade de atrair e reter talentos qualificados. “Entendemos que precisamos entregar isso de forma direcionada, melhor do que o RH tem hoje. Por mais que haja uma avaliação parruda, o setor não consegue ter um conhecimento profundo das competências esperadas de cada ocupação e conhecer os cursos para saber qual é mais adequado”, diz.

Startups:

Para evitar que as empresas continuassem investindo em cursos com os quais os funcionários não engajam, a equipe da Elleve mapeou 2,6 mil ocupações profissionais e 40 mil competências desses cargos para criar uma rede de equivalência entre elas e identificar as relevâncias. Em seguida, entendeu quais escolas clientes tinham cursos para as principais habilidades.

No momento, a plataforma é gratuita para empresas. Após o acesso inicial, quando eles preenchem algumas informações sobre o cargo e o histórico profissional, a tecnologia analisa as competências do funcionário e compara com o mercado. Ao identificar as skills que faltam ou podem ser aprimoradas, uma lista de cursos é oferecida em um ambiente de marketplace.

“Eu garanto que o colaborador fica mais engajado com a empresa pela viabilização da educação, seja com crédito ou desconto. Para a companhia, trago insights sobre quem busca educação e o que falta ao time em comparação com o mercado”, comenta. A ed-fintech oferece crédito sem garantias, com a possibilidade de pagamento à vista, por desconto na folha de pagamento ou parcelamento no cartão de crédito.

A monetização acontece de duas formas: com a cobrança de juros no financiamento de crédito e com a cobrança de taxa das escolas por trazer alunos prontos para a matrícula, zerando o custo de aquisição de cliente (CAC) das instituições. A Elleve assume a posição de responsável financeiro, garantindo que a escola vai receber o dinheiro no fluxo original, mas permite a antecipação do pagamento para o dia seguinte.

“A médio prazo, esperamos desenvolver a área de inteligência a um ponto alto para cobrar pela plataforma também, oferecendo uma massa maior de dados para justificar que a empresa pague por uma solução robusta”, declara. 12 empresas já utilizam a solução, somando 15 mil colaboradores, de diferentes segmentos: saúde, indústria moveleira, rede de estacionamentos, indústria têxtil, tecnologia de softwares.

A expectativa é encerrar o ano atendendo 150 empresas e cerca de 200 mil colaboradores. “Num primeiro momento, estamos trabalhando com companhias a partir de 500 funcionários, mas estamos recebendo demanda de empresas menores também. Por ser uma solução barata, achamos que talvez faça mais sentido porque elas são carentes de armas para manter os colaboradores”, aponta.

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